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Friday, May 13, 2011

Acácio de Paiva: Evocação em Alcanena


A casa (a de azulejos, "pharmácia Paiva") onde nasceu Acácio de Paiva, ainda na posse da família Paiva. Largo da Sé,Leiria, nestes dias...


     ....................................NoNo lado direito, acima, (fragmento duma fotografia que me foi gentilmente cedida pelo seu bisneto Luís Maria de Sampaio e Paiva Camilo Alves)
-
No último encontro de Poesia e Cultura do Grupo da Biblioteca Municipal de Alcanena, evocou-se o Insigne Poeta Leiriense, Acácio de Paiva.

A organização, a cargo dos serviços da Biblioteca, elaborou e publicou a brochura, cuja capa e contra-capa se podem observar acima e ao lado. Claro que sendo a Zaida sobrinha-neta de Acácio de Paiva e eu próprio um entusiasta pela vida e obra deste ilustre filho de Leiria, acabámos por fazer as honras da sessão. 
O que muito nos envaideceu, naturalmente. 
E quem melhor que a Zaida Paiva Nunes para dizer os poemas mais representativos do estilo humorista e extremamente humanista de Acácio de Paiva? Foi uma sessão muito interessante e que proporcionou que alguns dos presentes ficassem a conhecer melhor a personalidade poética e literária de Acácio de Paiva e a sua extraordinária emoção com que escreveu dos melhores sonetos e outros estilos poéticos a enaltecer Leiria, cidade e arredores, os seus rios Lis e Lena, o seu Castelo, a Sra. da Encarnação, as Olhalvas, as Cortes, quanta ternura ele devotou a Leiria, em vida, e que perdurará para sempre através dos seus versos lançados ao vento, aos milhares, publicados por dezenas e dezenas de jornais, revistas, participações em livros de vários autores, colectâneas, em peças teatrais, etc.
Um Crésus Perdulário, como diria o Dr. Américo Cortez Pinto no seu livro com este título, editado em 1968.

O único livro que publicou tem o título "Fábulas e Historietas", edição de 1929. Algumas destas fábulas e historietas foram publicadas no livro de Leituras (II Tomo) para o Ensino Técnico, conforme se pode ver na sua edição de 1949 (que me veio parar às mãos através dos meus pais, imagine-se...).
Muito mais me apetecia escrever sobre Acácio de Paiva...(*)
Já se está a trabalhar no sentido de lhe prestar mais uma justa homenagem, este ano, em Leiria. 
-
Pode-se ler um poema a Leiria, "Cidade Flor", da sua autoria, no blogue "dentro de ti ó Leiria", seguindo este link.
(*) Ler mais aqui


@as-nunes
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Saturday, April 30, 2011

Governações X.P.T.O.; ontem como hoje

Já em Abril de 1919 o "Século Cómico", Suplemento humorístico do "Século" (que saudades deste jornal!), então sob a Direcção de Acácio de Paiva, a capa era a que se vê. Ilustrava - desenho do que ficaria para a histórtia como um dos precursores da arte da caricatura em Portugal, Stuart Carvalhais, com toda a certeza, já que ele era o caricaturista de serviço no "Século" - o que se passava em Portugal à época,
o país à nora,
como agora.


José Relvas(*) era o chefe do governo em 1919, depois de ter sido ministro das Finanças do Governo Provisório.
Fez parte do Directório do Partido Republicano que levou a efeito a Revolução de 5 de Outubro de 1910.


Repare-se como já nessa altura se usavam as siglas X.P.T.O. Hoje - quase 100 anos volvidos - novamente tão em voga!


A história a repetir-se?!...
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Acácio de Paiva foi um Poeta humorista, Prosador de grande prestígio, Jornalista de referência, Crítico literário de nomeada, escreveu inúmeras obras de Teatro, algumas levadas à cena em Teatros como o ABC, Trindade, Politeama, escreveu contos em versos para crianças, tem composições musicadas (O fado Liró cantado por Fernanda Maria, por exemplo), etc.
Nasceu em Leiria, no Largo da Sé, nº 7,  em 14/4/1863 e faleceu, com 81 anos de idade, na sua casa das Conchas, no Olival -  Ourém, em 29/11/1944.
Está no prelo mais um livro monográfico em sua homenagem, iniciativa editorial da Junta de Freguesia de Leiria, a sair à estampa muito brevemente.
Neste blogue podem consultar-se alguns registos sobre Acácio de Paiva seguindo este link.
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Hoje, 1 de Maio de 2011, na Biblioteca Municipal de Alcanena, pelas 15 horas, um Grupo de Poetas de Alcanena e de outras localidades, vai-se juntar em mais uma sessão mensal de poesia. 
O Poeta a estudar vai ser precisamente Acácio de Paiva.
A "brigada de Leiria" lá estará, com vem sendo habitual, agora por maioria de razões.
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(*) http://www.republica2010.com/figuras/figuras_joserelvas.php
Leiria, 1/5/2011- 04h28
@as-nunes
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Wednesday, March 09, 2011

Leiria, Auto-Estradas, Obras Públicas, a Quinta da Mourã e tantas outras...


(clic para ampliar)

A Quinta da Mourã é uma das emblemáticas áreas rurais da zona de Leiria. Situa-se no limite de três freguesias: da Barreira, da Azoia, dos Parceiros e de Leiria. A entrada principal está bem visível quem passa de automóvel na rua alcatroada ao lado Nascente do "Continente".

Encontra-se instalada junto ao Rio Lena, no vale ainda hoje de aparência bastante produtiva para a agricultura, floresta e pecuária. Ainda se observa a existência dum moinho de água que deve ter tido muito uso, pelo que me informam até aos anos 80 do século passado.

As obras de construção do IC36, que estão a desconfigurar completamente uma extensa área agrícola e florestal entre os Rios   Lena e Lis, particularmente, os vales destes rios, também são visíveis numa das fotografias desta montagem.


Apetece-me perguntar: o que é feito das belíssimas intenções do MPRL - Movimento de Protecção do Rio Lena, solenemente constituído e apresentado publicamente no Salão Nobre da Câmara Municipal de Leiria, no dia 21 de Julho de 2002? 
Temos que admitir, infelizmente, que todo aquele aparato acabou por se ficar pelos foguetes lançados ao ar!...
Lamentavelmente...

Obras públicas em nome do progresso material a quanto obrigam!

Claro, como ainda hoje discursou o Snr. Presidente da República na tomada de posse para o seu segundo mandato, o Desenvolvimento Económico é o factor que condiciona toda a nossa vida material. Pelo que nos estão a convencer, teremos que aceitar essa inevitabilidade para que possamos acompanhar minimamente os restantes países da União Europeia.

Uma questão muito importante, dadas as avultadas verbas utilizadas, a ter em conta é se o ritmo a que se estão a implementar algumas obras públicas (muitas através de concessões e parcerias público-privadas) será coadunável com a nossa capacidade de endividamento público. Sim,  já não nos podem restar quaisquer dúvidas, de que não estamos a conseguir criar riqueza nacional que nos permita muitas das veleidades a que nos estamos a abalançar. Até parece que já ninguém faz contas e balanceia devidamente o quociente custo/benefício dos investimentos públicos.

Das duas uma: ou se está a preparar nesta zona da Estremadura, uma área-motor da nossa Economia e então há que apoiar, com a necessária ponderação dos impactos ambientais, os investimentos em infra-estruturas rodoviárias que estão a ser levados a efeito; ou então, algo de muito difuso está a acontecer.

É que os juros da Dívida Pública têm que ser pagos! Pelos vistos vamos ter que os pagar com língua de palmo!...
.
A quadra acima transcrita é de Acácio de Paiva, grande poeta bucólico e humorista, que nasceu em Leiria, Largo da Sé, casa com frontaria em azulejos "viúva Lamego", "Pharmácia de Leonardo da Guarda e Paiva", em 14 de Abril de 1863Faleceu, com 81 anos de idade, na sua Casa das Conchas, no Olival, em 29/11/1944. Vai dar à estampa, em breve, uma brochura monográfica, iniciativa da Junta de Freguesia de Leiria, em recordação da sua vida e obra em prol das letras portuguesas e da sua amada cidade de Leiria.
Pode ler mais, seguindo este link e este outro, aqui mesmo.
©as-nunes
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Tuesday, September 28, 2010

LEIRIA e os seus poetas e escritores: Acácio de Paiva

Recebi hoje o Boletim Informativo da Junta de Freguesia de Leiria, nº 24, Setembro a Dezembro de 2010.
Também tive acesso a este boletim por via digital. Segundo me informaram está a ser construído um sítio na internet para que as actividades desta Junta e da Freguesia possam ficar disponíveis on-line e, na medida do possível, em real-time.
Trata-se duma decisão inevitável para os tempos correntes. O cidadão comum começa a ter acesso à informação via internet cada vez com mais facilidade, de forma mais barata (será que está a tender para que seja gratuita?... Será isso viável, economicamente?...). Que está a transformar-se numa ferramenta extremamente cómoda, já não nos resta qualquer dúvida. Demasiado cómoda, talvez! 
Estaremos nós condenados a ficarmos sentados defronte dum computador? É certo que os próprios meios de emissão/recepção de informação digital armazenada na rede global também estão a sofrer uma intensa e permanente mutação tecnológica no sentido da miniaturização e consequente mobilidade. 
Ou seja, a Humanidade terá que se habituar a conviver com a rapidez estonteante da evolução da tecnologia?

Entretanto, estamos a ser confrontados com uma outra questão transversal e fulcral: a documentação, mesmo a que se encontrava mais escondida nos recônditos de "arquivos mortos" ou mesmo "arquivos secretos" está, progressivamente, a ser disponibilizada, deliberada ou subrepticiamente, para consulta pública, na Internet, indiscriminadamente. Será que vamos por bom caminho? Não, certamente, se não forem fixadas regras básicas e susceptíveis de controlo por quem de direito. Mas como? Que formas se podem perspectivar para se filtrar a informação já disponível na internet e a que vier a ser no futuro? E que tipo de filtros é que devem ser usados? Quem vai definir critérios de actuação?
Sem dúvida que estamos numa encruzilhada complexa e de imprevisíveis consequências para o futuro do tratamento da informação. Da própria Humanidade, teremos que o admitir, desde já.

A Junta de freguesia de Leiria propõe-se trabalhar num projecto que visa orientar a atenção dos turistas e dos próprios habitantes para a ligação que a cidade manteve e mantém com variadíssimos "Poetas e Escritores Leirienses". Que, inclusivamente, têm referências toponímicas nesta urbe. Tais como:
Abraão Zacuto (1450-1510) (1)
Acácio de Paiva (1863-1944) (1a)
Acácio Leitão (1866-1945) (2)
Afonso Acácio Serra (1914-2001)
Afonso Lopes Vieira (1878-1946) (3)
Agostinho Tinoco (1896-1969)
Alexandre Herculano (1810-1877) (4)
Américo Cortez Pinto (1896-1979) (5)
Artur Lobo Campos (1884-1949)
Eça de Queiroz (1845-1900) (6)
Francisco Rodrigues Lobo (1580-1622) (7)
Gago Coutinho (1869-1959)
João Cabral (1905-2001) (8)
João de Deus (1830-1896)
Miguel Torga (1907-1997) (9)

Miguel Torga e Alexandre Herculano foram alvo, recentemente, em Leiria, de merecidas homenagens, respectivamente por alturas dos Centenário (Torga) e Bicentenário (Alexandre Herculano) dos seus Nascimentos.

Julgo ser intenção da Junta de Freguesia de Leiria patrocinar, de seguida, uma homenagem a um poeta de reconhecido mérito, local e nacional, nascido justamente na casa onde, neste preciso momento, estou a alinhavar estas linhas que aqui quero deixar à disposição dos meus leitores: Acácio de Paiva. (Poema sobre Leiria - ler aqui)
-
(Cá está. Qualquer um de nós pode, tendo presente a facilidade do recurso às novas tecnologias da informação, publicar o que entender. 
Espera-se é que não se abuse destas facilidades para se publicarem falsidades, inexactidões, obscenidades.
Da minha parte, o meu principal fito em por aqui andar a deixar alguns marcos dispersos é, simplesmente, escrever sobre "o que me vai  ocorrendo" na minha qualidade de "Um Viseense tão Leiriense como os que o são".)

(1A) http://dispersamente.blogspot.com/2007/11/accio-de-paiva-e-o-largo-da-s.html
(1) http://dispersamente.blogspot.com/2010/06/leiria-e-comunidade-judaica.html
(2) http://dispersamente.blogspot.com/2010/04/acacio-leitao-biografia.html
(3) http://dispersamente.blogspot.com/2006/12/viver-leiria-afonso-lopes-vieira.html
(4) http://dispersamente.blogspot.com/2010/09/leiria-no-ii-centenario-de-alexandre.html
(5) http://dispersamente.blogspot.com/2006/04/ea-de-queiroz-em-leiria-post-4n.html
(6) http://dispersamente.blogspot.com/2006/04/ea-de-queiroz-em-leiria-post-5n.html
(7) http://dispersamente.blogspot.com/2007/03/volta-do-maviosssimo-poeta-francisco.html
(8) http://dispersamente.blogspot.com/2009/01/cortes-leiria-ponto-do-cavaleiro.html
(9) http://dispersamente.blogspot.com/2007/01/miguel-torga-centenrio-do-nascimento.html

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Sunday, June 13, 2010

LEIRIA em dia de Sto António de Lisboa


Hoje comemora-se:
O Dia de Santo António de Lisboa
que o é, também, dos mais variados sítios e lugares


O Dia da Freguesia de Leiria.


Leia-se o seguinte excerto do parecer efectuado pelo Professor Doutor Saul António Gomes, emitido em 20 de Agosto de 2002, a pedido do Executivo da Junta de Freguesia de Leiria:
"...
Permanece em aberto, efectivamente, o facto histórico de grande relevância que é a elevação oficial de Leiria ao estatudo de cidade, pelo rei D. João III, como se referiu, em 13 de Junho de 1545. Curiosamente, um dia festivo na vida religiosa, cultural e histórica portuguesa por ser, muito justamente, o dia de Santo António de Lisboa. Santo que tinha na Leiria dos nossos avós grande apreço e era popularmente comemorado na cidade e arredores.
..."

Na imagem acima pode ler-se um poema dedicado a S. António escrito por Miguel Torga, intimamente ligado a esta cidade, pelo facto de aqui ter instalado o seu primeiro consultório como médico e aqui ter vivido nos anos 40. Aqui foi preso pela PIDE.
-
Nestes tempos, ditos modernos, em que andamos todos à nora com problemas de variada índole, nomeadamente as grandes dificuldades de ordem económica e financeira que o país atravessa, ocorreu-me transcrever um soneto de Acácio de Paiva, um dos maiores poetas leirienses de todos os tempos
(eu a recordar, também, aquele outro belo soneto, em que o poeta evocava as Noras que se faziam ouvir no meio do choupal ao longo do Rio Lena, agora a transformar-se rapidamente em área de infraestruturas a que a modernidade parece querer obrigar a todo o custo!...):


LEIRIA
I


A minha terra... Basta ser a tua
Para que mais nenhuma assim me agrade,
Na parte velha, a nossa mocidade
(A cegueira dos anos...) continua.


Ora me demorei vendo uma rua;
Talvez a mais antiga da cidade...
Conserva-te menina: ingenuidade,
Comedimento, a não ver Sol nem Lua.


Há bairros novos, casas de cimento,
Reparos brancos em ruínas, feira
mudada, restaurantes, movimento,


Outras línguas - política, suponho.
Recolhamos, afável companheira,
À capelinha rósea do meu sonho!


- Ler ensaio sobre o brasão da freguesia de Leiria 
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Wednesday, April 07, 2010

Acácio Leitão - Biografia


A Junta de Freguesia de Leiria assumiu no seu Plano de Actividades para 2010 a realização de uma actividade em homenagem a escritores e artistas, particularmente os que possam estar ligados a esta bela cidade do Lis. Em 2010 está programado o Poeta Leiriense Acácio de Paiva. Em recente reunião preparatória deste evento estive presente e fiquei a fazer parte do respectivo grupo de trabalho.

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Por um dos muitos acasos da vida chegou-me às mãos, por oferta, uma publicação de 1931 dum outro poeta, também nascido em Leiria, na mesma época: Acácio Leitão. Que eu mal conhecia, a não ser porque em Leiria existe uma rua com o seu nome e, também, pelas suas ligações e algumas afinidades literárias com outros escritores como Acácio de Paiva e até Afonso Lopes Vieira.

Trata-se duma pequena brochura que, como o seu próprio autor escreve, contém em letra de forma as “palavras que foram ditas no Teatro Nacional Almeida Garrett, em Lisboa, no “Serão” de 11 de Maio de 1931.”
Virá a propósito deixar aqui, agora, uma anotação nesta grande base de dados, que é a Internet, sobre a biografia de mais um dos personagens ilustres de Leiria.

ACÁCIO Teixeira LEITÃO – Advogado e escritor, nasceu em Leiria a 20 de Setembro de 1894 tendo morrido em Lisboa a 8 do mesmo mês de Setembro de 1945. Cursou o Liceu da sua terra natal, após o que atingiu o bacharelato em Direito na Universidade de Coimbra. Exerceu advocacia em Leiria e aqui acabou por ser Juiz do Tribunal de Trabalho. Também passou pelas Secretarias Judiciais das comarcas de Vimioso e de Alcobaça. Dispersou a sua obra por jornais de Coimbra, Leiria e Porto, tendo também colaborado na revista “Presença”.
Para além da Conferência cuja capa se reproduz acima escreveu vários outros trabalhos (*), dos quais se pode destacar, pela singularidade de se referir à Beira-Alta, na qual estão as minhas origens: “Canções das Sete Províncias” (Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria, registo nº 46706 de 25/3/1998):
-
Beira, saltitando montes
como cabrito montês…
descendo a beber nas fontes,
voltando ao alto outra vez.

Serra agreste e vale mimoso…
Passam rios, entre verduras…
Povo alegre e ardoroso,
pronto às fortes aventuras.

E da mais alta das serras
no seu tutelar mandato,
paira sobre Portugal
a sombra de Viriato…
-
(*) Ver "Dicionário dos Autores do Distrito de Leiria" - Ed. magno, leiria 2004

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Thursday, March 25, 2010

ALCANENA - Dia Mundial da Poesia

No salão principal de leitura da Biblioteca Municipal de Alcanena, no Dia Mundial da Poesia.
Estiveram presentes mais de seis dezenas de poetas oriundos de Alcanena, Riachos, Rio Maior, Chamusca, Leiria. Todos os presentes leram poemas, de sua própria autoria na maior parte dos casos, mas também de outros autores, dos mais consagrados aos simplesmente populares (Alguns, quem sabe, mais tarde, também consagrados pelo mérito demonstrado?).
A Poesia é eterna...Os poetas não têm idade!...
-
Porque não utilizar a poesia para apelar ao apego do uso correcto das palavras na expressão oral e até escrita, quantas vezes?
-
Línguística


O nosso português tão lindo
Já poucos sabem falar.
Com tanto pontapé na língua
Onde irá ela parar?


É o "hades" em vez de hás-de
"Sube", "truce", "fostes", "troceu"
É o "quaisqueres" por quaisquer
Em vez de comigo é "mais eu".


Por este andar qualquer dia
A gramática vai mudar!
E antes que eu diga asneira
"Prontos", vou acabar.

Zaida Paiva Nunes
"Pedaços de Mim", Ed. folheto, 2005
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Saturday, March 20, 2010

POESIA MIMOSA...

No Centro de Portugal, no lugar de Orgens, como resistir a fotografar este belo efeito? Uma Mimosa a recortar-se numa moradia pintada com cores em tom de amarelo, arredores de Viseu ainda campestres!...
...
Mimosa flor de poesia ramos de um sol perfumado
Dando inicio à primavera desabrocha toda em flor
Como rimas de um poema de um verso tão amado 

Daqueles que fazem chorar ninfas musas de amor
...
( Retirado daqui:  "Mural dos Escritores"; de que passarei a fazer parte a partir de hoje se for aprovada a minha candidatura. Talvez pretensão demasiada, a minha!)

Da janela do meu quarto...todos os dias observo as alterações que o Homem e a Natureza vão provocando nesta idílica paisagem rural...
Mesmo no limite da chamada zona urbana da cidade de Leiria, freguesia da Barreira.
No Adro da Sé de Leiria, num dos próximos passados maravilhosos dias de Sol...
Dá-se o caso singular de, precisamente hoje, a Carolina, ter comemorado 3 aninhos...
Quando esta foto foi tirada, não pensava usá-la num post deste blogue. Mas, vejam a coincidência, talvez algo telúrica: na casa com frontaria de azulejos azuis nasceu em 1863 o grande poeta Acácio de Paiva. Nesta foto podem ver-se a sua sobrinha-neta, Zaida (*), acompanhada de uma sua neta. 
 (clic nas fotos para ampliar)
"...Não.  O poeta procura dialogar com o seu leitor como se em verdadese encontrassem juntos num colóquio ou numa tertúlia de amigos:
... ... ... ... ... ...
Crede: - Leiria é digna de visita.
Não exibe a riqueza deslumbrante
Que cega e oprime, que entontece e grita,
E chega a amedrontar o viandante...
Mas é... como direi?... bem comparada...
         Uma Cidade-Flor!
         É pequenina:
- Mas tão airosa, amável, perfumada,
Como gentil grinalda de menina!
... "
Ler "ACÁCIO DE PAIVA - Um Crédulo Perdulário", de Américo Cortez Pinto, 1968 + Mais informação se pode obter usando no motor de busca deste próprio blogue :"Acácio de Paiva".
(*) Com poesia publicada e muita mais escrita. Talvez que a veia poética de seu tio-avô tenha chegado à sua própria veia, pelo éter, através do Tempo!...
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Friday, August 21, 2009

A Rádio Batalha: Soares Duarte à conversa com...

O meu amigo Soares Duarte, um veterano destemido, andarilho da Rádio, desde os tempos da antiga Emissora Nacional, um profissional de reconhecidos e multifacetados méritos nas áreas da comunicação. No sentido mais lato possível que se pode atribuir a esta expressão. Pelo que sei, no percurso da sua vida pessoal e profissional esteve sempre a sua vontade indómita de participar na nobre e ciclópica missão de informar e partilhar ideias e conhecimentos acumulados ao longo de várias décadas.
Mesmo agora, que podia descansar de todas as deambulações duma vida sempre em acção, cá temos no ar ou no palco, a presença incontornável deste grande senhor da cultura e da comunicação. É vê-lo, de gravador ou microfone em punho, sempre na busca de motivos de intervenção na vida do homem em sociedade.
E a declamar poesia? Sua e de outros autores! A última vez que o ouvi, podem crer, senti que chorava o sentir do poema que dizia. Sem chorar, chorava, acompanhando o espírito do poeta!...

Actualmente faz um programa na Rádio Batalha (*), 104.8 FM, às quartas-feiras, das 15 às 17 horas. Lá temos, a sua voz característica, a propalar através do éter, as ideias dos seus convidados, sempre no intuito de manter os seus ouvintes informados do que as pessoas dos mais variados quadrantes sociais, têm para dizer no sentido do fomento da Cultura, da Arte, da vida do homem em sociedade, enfim.

Na última edição, como se pode ver na composição fotográfica acima, esteve à conversa com Zaida Paiva Nunes, poetisa e pessoa interessada na divulgação dos sãos princípios da formação humana, tendo sempre como alvo preferencial, o aperfeiçoamento espiritual de cada um de nós, através da Cultura, particularmente através da Poesia. E foi assim que muito falaram sobre Acácio de Paiva, um dos poetas de referência, nascidos em Leiria e que, como ela própria não se cansa de dizer, um dos Ilustres Esquecidos desta cidade. Porque, na verdade, pouco se tem feito no sentido da divulgação da sua actividade literária, apesar de a sua qualidade estar mais que reconhecida, pela versatilidade dos seus poemas, das suas críticas literárias, da sua propensão para o Teatro, quer escrevendo peças, quer através da sua actuação na imprensa nacional da primeira parte do século passado. Ora apresentando-se com um estilo bucólico e romântico, ora através da ironia da sua fina crítica à sociedade de então.
Mesmo ali, em plena emissão, ficou lançado um repto vigoroso, não só às autoridades competentes, mas também à restante família e a todos os interessados, no sentido de que se comece, desde já, a preparar um evento suficientemente honroso, tendo em vista não se deixar cair no esquecimento tão ilustre personagem.

Como não podia deixar de ser, no meio de vários outros temas, veio à liça, a referência aos livros que Zaida Paiva Nunes, já escreveu, 3 de poemas e um ensaio biográfico e monográfico sobre o seu pai, José Teles de Almeida Paiva, já falecido em 1994 e à própria cidade de Leiria.

Muito mais se poderia continuar a relatar deste meritoso trabalho de Soares Duarte.
Mas porque já vos ocupei muito tempo, nada melhor para terminar por agora, que um poema inédito do próprio Soares Duarte.
(clic para melhor ler)
.
(*) Consultar e ouvir on-line em http://www.radiobatalha.com/)


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Friday, May 22, 2009

Dia de Leiria (Município)


(foto "controlKedições")
Hoje comemora-se o Dia do Município de Leiria
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LEIRIA
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A minha terra...Basta ser a tua
Para que mais nenhuma assim me agrade,
Na parte velha, a nossa mocidade
(A cegueira dos anos...) continua.
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Ora me demorei vendo uma rua;
Talvez a mais antiga da cidade...
Conserva-te menina: ingenuidade,
Comedimento, a não ver Sol nem Lua.
.
Há bairros novos, casas de cimento,
Reparos brancos em ruínas, feira
mudada, restaurantes, movimento,
.
Outras línguas - política, suponho,
Recolhamos, afável companheira,
À capelinha rósea de meu sonho!
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Acácio de Paiva
(1863-1944)
In Acácio de Paiva - Um Crésus perdulário
Américo Cortez Pinto - 1968
O autor deste blogue está a compor esta entrada, pressionado pela gestão do seu tempo disponível tendo em conta a época do ano e a necessidade premente de cumprir prazos implacáveis no âmbito da sua actividade profissional.
Pela janela do meu escritório de trabalho, vejo a Sé Catedral de Leiria com o seu Adro e o respectivo Largo. Do interior do templo ouvem-se, vagamente, os cantos de Grupos Corais. À esquerda, olhando mais para o alto, o Castelo de Leiria, a Torre Sineira, a rua empedrada que sobe até à Igreja de S. Pedro, ao Antigo Paço Episcopal e ao próprio Castelo, a figura mais emblemática da cidade de Leiria, a par do seu rio Lis, talvez dos rios mais escritos e cantados por poetas, músicos e prosadores.
Na casa onde me encontro, nasceu há 145 anos, o poeta autor deste belo soneto dedicado a Leiria. Aqui vivi e trabalho desde 1968. Aqui nasceu a Zaida (Paiva e... Nunes), também ela com uma veia poética, quantas vezes espontânea..., o meu filho Bruno (Paiva e Nunes)... Aqui continua viva a alma da família Paiva. Aqui pairam, a silhueta grandiosa de Eça de Queirós e ondas sublimes de inspiração do seu celebérrimo romance "O Crime do Padre Amaro".
Muito gostaria de, neste ensejo, escrever, escrever até que as mãos me doessem de tanto bater no teclado do computador, sobre o lídimo escritor, prosador e poeta, bucólico, humorista, dramaturgo, um dos mais crésus perdulários, com a sua extensíssima obra espalhada por todos os jornais e revistas da sua época. Acácio de Paiva(*). Muito gostaria de vos transcrever, aqui, agora, mais poemas de Acácio de Paiva. A falar, infatigavelmente, da sua amada Leiria, dos rios Lis e Lena, da Sra. da Encarnação, das Olhalvas e das suas ervinhas, da Sra. do Monte, da Rainha D. Isabel e dos seus ciúmes de amor provocados pelos muitos amores de D. Dinis, o semeador do Pinhal de Leiria, de S. pedro de Moel e do seu grande amigo, Afonso Lopes Vieira, da variada correspondência que trocavam entre si.
Sem esquecer a sua amada terra das Olivais (Ourém), onde faleceu na sua Casa das Conchas, e dos seus verdes prados, do arvoredo cheio de aves, quais diáfanas inspirações para muitos dos seus poemas bucólicos e de saudades múltiplas!...
- (*) Está em curso a organização de vários eventos em sua homenagem, durante o corrente ano, promovida sob a coordenação da AOD - Associação Oscilação Dinâmica, sedeada no Largo do Gato Preto, em Leiria (ver entrada recente).
...
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Tuesday, April 14, 2009

ACÁCIO de PAIVA nasceu há 145 anos, em Leiria.

. Como já se devem ter apercebido, sou um fã incondicional de Acácio de Paiva, lídimo representante das letras portuguesas, humorista de refinado quilate, prosador e poeta de reconhecido mérito, que muito honra a cidade que o viu nascer em 14 de Abril de 1863, no Largo da Sé, 7 , em Leiria, na célebre casa "Pharmácia de Leonardo da Guarda e Paiva", a "botica do Carlos", a que se refere Eça de Queirós, no seu imortal "O Crime do Padre Amaro".
Hoje à tarde, ia eu a sair do meu escritório, sito precisamente no 1º andar dessa casa, que pertence à família Paiva (por parte de José Teles de Almeida Paiva) e à qual estou ligado por casamento, quando o meu amigo e vizinho da Rua da Vitória, o Fragoso, me chamou e questionou-me sobre se tinha lido o Diário de Leiria de hoje, dia 14 de Abril de 2009. Que vinha lá um artigo sobre uma pessoa da família, Acácio de Paiva! Que não, respondi eu, mas que não podia deixar de lhe dar uma vista de olhos (melhor dizendo, ia lê-lo e guardá-lo, claro está).
Ainda ontem à noite tínhamos estado a falar sobre Acácio de Paiva numa reunião/tertúlia no "Caffé Gato Preto", a que, por sinal, dei bastante relevo na entrada anterior deste meu blogue.
Sem mais delongas, façam favor de ler esse artigo, que o reproduzo ao lado, mesmo sem pedir licença ao autor e ao Jornal. Não ma negavam, que bem me apercebi nas conversas entretanto havidas a este propósito.
.
(clic em cima da imagem para melhor ler)
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Um amigo, mesmo agora, recordou-me uma quadra, que ficou na sua mente, tantas vezes eu falo, publicamente, de Acácio de Paiva e em particular da sua poesia:
...
Anda o moinho de vento
a moer, sempre a moer
mais mói o meu pensamento
Saudades por não te ver
.
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Nota: Outras entradas anteriores sobre Acácio de Paiva.(clic)
------- Veja também apontamento "Região de Leiria" de 17-04-2009 em "dentro de ti ó Leiria"
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Friday, December 26, 2008

Recantos de família


Um recanto familiar.
1- aguarela da casa da família Paiva. Pintura recente.
2 - os dois diplomas são datados de 5 de Dezembro de 1859 e de 13 de Janeiro de 1903. Foram ambos passados pela Universidade de Coimbra, Faculdade de Farmácia. Os diplomados exerceram o seu mister nesta farmácia - PHARMÁCIA DE LEONARDO DA GUARDA E PAIVA tal como se pode observar em inúmeras fotografias tiradas por milhares de turistas de todo o Mundo. O próprio Eça de Queiroz imortalizou esta farmácia no seu romance "O Crime do Padre Amaro". Era a "botica do Carlos", um centro de reunião e cavaqueira da sociedade leiriense(1);
3 - Moldura que encaixilha uma composição de poemas de Acácio de Paiva, lídimo representante da poesia naturalista e romântica, nasceu nesta casa em 14-4-1863 (2);
4 - A estatueta de Santo António tinha que ter lugar num recanto tão significativo, não só pelas suas ligações a Leiria, basta falar do local onde existiu a Ermida de Sto. António do Carrascal, aqui em Leiria e ao facto de nos nomes portugueses sobressair o António;

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1) Ver "José Teles de Almeida Paiva - Uma Vida, Uma Época, Uma Cidade - 1917.1994" ed. de 2004, autores António Nunes e Zaida Paiva Nunes.
2) Ver "Acácio de Paiva - Insigne Poeta Leiriense" - Poemas. ed. da Câmara Municipal de Leiria, 1988; em preparação:"Acácio de Paiva - Uma vida e uma obra de referência para Leiria" de António Nunes.
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Thursday, February 21, 2008

Primavera e Poesia


Estava nas traseiras da casa................AS ANDORINHAS
Ouvi o trinar alegre duma andorinha......Como as tardes já fossem para amores
Vim cá fora, um recanto de alegrete......no doce Portugal, todas em bando
Antigo, cheio de recordações................voaram, nossas terras demandando,
Da Zaida, Paiva e minhas....................tão propícias às aves como às flores.
......................................................
Vi um ninho de muitos anos.................Procuraram beirais acolhedores
As aves a regressarem com o tempo.....onde seus ninhos fabricassem, quando
A fazer coro a evocar alguém...............o céu, há pouco tempo azul e brando,
Que da Poesia fez seu pensamento......de novo se cobria em negras cores.
.....................................................
A Zaida, pelo som familiar..................O bando, não supondo terminada
Eu porque com ela aprendi..................a chuvosa estação, de onde viera
Logo vimos como atalhar;...................já procurava a salvadora estrada;
Quem poderia ter cantado assim?.......
......................................................mas nisto, entre festões de folhas d´hera,
Não podia haver dúvidas....................debruçou-se à janela a minha amada
A música, bucólica, esplendorosa........e ele ficou: surgiu a Primavera!
Acácio de Sampaio Telles e Paiva.......
Ilustre Leiriense, na Poesia e na Prosa......... Acácio de Paiva
......................................................
Um ninho com anos e anos.................
Uma parede de lousa centenária..........
A andorinha que ainda desambientada..
Na sua silhueta foi captada.................
.......................................................
A casa "Pharmácia Leonardo Paiva"....................
No Largo da Sé, Leiria.........................
Onde nasceu em 14/4/1863.................
O insigne Poeta, Acácio de Paiva.........


antónio nunes
22/2/2008
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Monday, January 07, 2008

Leiria - Rua D. Sancho I

Rua D. Sancho I - Leiria. Ao fundo vislumbra-se a casa dos Paivas, no Largo da Sé. A toponímia desta rua justifica-se conforme já referenciado aqui. Na sequência do que vem dito na nota atrás, julgo ser oportuno relembrar aquela que é considerada a nossa mais antiga cantiga de amigo, atribuída a D. Sancho I, composta provavelmente em 1199. (*)

A casa dos Paivas, a celebrizada "Botica do Carlos" do romance de Eça de Queirós, "O Crime do Padre Amaro", inicialmente identificada em letras em painel de azulejos "viúva lamego" com o nome "Pharmácia de Leonardo da Guarda e Paiva".
Quase todos os dias faço este percurso, as mais das vezes a pé. Infelizmente o Largo da Sé está com um aspecto quase terceiro-mundista. Casas antigas escoradas para não ruirem completamente, o Largo em si transformado num estaleiro, num pombal e numa armadilha para os automobolistas (vejam-se os pinos derrubados; mal começa a chover, lá temos a dança das derrapagens no piso de pedra extremamente escorregadia). Na parte extrema esquerda da foto pode ver-se uma placa alusiva ao insigne poeta Leiriense Acácio de Paiva, que aqui nasceu em 14-4-1863.

(*)

Ay! Eu coitada
como viuo
En gram cuydado
por meu amigo
Que ey alongado!
Muyto me tarda
o meu amigo
na guarda!

Ay! Eu coitada
como viuo
En gram deseio
por meu amigo
Que tarda e non veio!
muyto me tarda
o meu amigo
na guarda!

Esta disposição é a mesma que foi adoptada na ed. da Rev. de Portugal, idêntica à de Th. Braga (Hist. da Lit. Portuguesa, Edade Média, p. 188). Foi reproduzida por D. Carolina Michaelis (CA1, II, pp. 593-594), Audrey Bell (The Oxford Book of Portuguese Verse, p. 1) e J.J. Nunes na Cresc., p. 349, diferente da que adoptara nas Cant. d´Amigo, DXII.

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Friday, November 23, 2007

O rio Lena

Na quinta da Mourã. O rio Lena a caminho do casamento com o Lis, um pouco mais abaixo, de mansinho...
Não estamos em Abril, de calendário. Ou será que já não podemos acreditar no calendário? O trinado das aves ribeirinhas ainda se ouve das bandas do choupal distante. As noras já não!...

AS NORAS

Sigo a margem do Lena, pensativo,
E ouço das bandas do choupal distante
Um gemido monótono e constante
Cortando o riso deste Abril festivo.

É a nora num choro convulsivo,
Que mal a beija o insaciado amante,
O rio, pois lhe foge a cada instante,
Por seu triste condão do mar cativo.

E dela correm lágrimas sem fio
Que a terra acolhe e são constantemente
Depois, na festa mística do estilo.

O trigo de coiro e luz ondeando ao vento
Vive porque ela chorou junto ao rio,
Porque a vida provém do sofrimento.

Acácio de Paiva

Insigne Poeta Leiriense
Nasceu em Leiria, no Largo da Sé, nº 7, em 14/4/1863.
Faleceu em 29/11/1944 nos Olivais, Ourém.

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Friday, November 16, 2007

Acácio de Paiva e o Largo da Sé

Assim se vai desfigurando, dia após dia, o Centro Histórico de Leiria.
Já começa a ser de mais.
Parece que, por razões um tanto obscuras, a pretexto de que um outro prédio do Largo da Sé, que também confronta com o início da Rua Barão de Viamonte (Rua Direita), está a ameaçar ruir, o Departamento de Trânsito da Câmara deliberou fazer umas alterações de trânsito. Vai daí não encontraram melhor sítio para colocar uma placa de sinalização do que a tapar a fachada da casa de Leiria mais fotografada pelos turistas que visitam esta cidade. Já agora será de se relembrar que a esta casa estão ligadas fuguras como Eça de Queirós (trata-se da botica do Carlos do romance "O Crime do Padre Amaro") , os azulejos são "viúva Lamego" e nela nasceu o lídimo poeta Leiriense Acácio de Paiva, que tanto e tão bem cantou Leiria, as suas gentes e os seus lugares.
Repare-se que a placa comemorativa alusiva a Acácio de Paiva, está parcialmente tapada, como se se tratasse muito simplesmente duma pedra que ali está para completar o pilar mestre do edifício.
E mais. Por incrível que pareça, o folheto que foi distribuído pela cidade, refere-se à Rua por trás deste edifício como sendo a Rua António Paiva, quando devia ter sido escrito ACÁCIO de PAIVA.
Uma desgraça completa!...
-
(À atenção de quem tem a obrigação de gerir as coisas da cidade mas também de preservar a sua memória: haja mais respeito pela memória dos que nos antecederam e que deram o seu melhor por Leiria!...). Leia-se o soneto de Acácio de Paiva, "Soneto sobre Leiria" (aqui). Admite-se a barbaridade que é taparem-lhe a placa em que se loureia o poeta Leiriense?
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