(aqui muito perto, na margem de lá do rio Lis, ainda hoje existe (em rápida decadência) a casa onde Afonso Lopes Vieira viveu alguns anos...)
@as-nunes
Eu sou irmão gémeo do DISPERSAMENTE... Ainda estou a atravessar a fronteira ...
É realmente acolhedora, e a lembrar-nos, os vários poetas bucólicos e românticos que nos séculos XIX e XX incansavelmente cantavam as belezas do Lis, o sussurro das suas correntes, o ranger melancólico das suas noras, os fartos salgueirais, amieiros, choupos e outras espécies botânicas e até a rica fauna de bogas, barbos e enguias. E vêm logo à memória: Afonso Lopes Vieira(*), Acácio de Paiva(*) (que muito me toca em particular), José Marques da Cruz, António da Costa Pereira e outros... (*) (*) Poetas já referidos neste blogue
(1) No séc. XV a moagem de cereais era uma das tradições de trabalho e de riqueza na região. Dos Caniços ao Arrabalde podiam contar-se sete moinhos, para além do pisão do papel, pertencendo uns aos Mosteiros de Alcobaça e de Santa Cruz de Coimbra e outros, ainda, a abastados proprietários que os podiam, ou não, alugar a rendeiros. Em 1411, D. João I permitiu, por Carta Régia, a Gonçalo Lourenço de Gomilde, homem da Corte, que"...em dois assentamentos velhos que em outro tempo foram moinhos que estão no termo e na ribeira da nossa vila de Leiria...junto à ponte dos caniços..."instalasse"...engenhos de fazer ferro, serrar madeira, pisar burel e fazer papel ou outras coisas que se façam com o artifício da água...contando que não sejam moinhos de pão...". (in "Roteiro Cultural de Leiria "Do Moinho do Papel à Tipografia Judaica" - ed. "Região de Turismo Leiria/Fátima").
Até há bem pouco tempo o edifício principal do moinho mantinha a traça arquitectónica original e teimava em laborar, precisamente, na arte de fazer farinha. Ainda é vivo e activo noutra profissão o último moleiro daquele moinho.
Ainda há quem olhe e veja também a natureza, que não só o dinheiro! Terá sido imposição de alguma entidade pública?!...
Não percamos a esperança!
(*) Olea europaea L Oliveira 
Árvore até 15 m, de grande longevidade, com copa larga e tronco grosso, frequentemente muito curto e nodoso, por vezes dividindo-se em vários troncos ou com rebentos, e por vezes com numerosas cavidades no tronco e ramos principais.
(Painel de azulejos na fachada da casa onde viveu Afonso Lopes Vieira(a)(**) no lugar de Cortes - Leiria. Neste lugar, histórico e centro de irradiação de cultura, podemos visitar, entre outros, a Casa da Nora, a Casa-Museu-Biblioteca João/Mário Soares, o sítio idílico do nascimento do rio Lis, Noras antigas, a sua Igreja dedicada a N. Sra. da Gaiola (com uma história cheia de fervor religioso e de encantamento, come-se e bebe-se muito bem, etc.)).(**) (a)link
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(Continuação do post anterior - )
A páginas 27 do último número, o 1386, semana de 12 a 18 de Janeiro de 2007, sob o honroso título "Blogue Bem Informado" lá vem um artigo "VEJA NA NET", uma referência muito elogiosa acerca do papel de participação que os blogues podem desempenhar na vida em sociedade. Neste artigo faz-se uma alusão concreta ao post "Afonso Lopes Vieira e os Jacarandás" conforme o que está publicado no endereço
http://dispersamente.blogspot.com/2006/12/afonso-lopes-vieira-e-o-jacarand.htmlAqui está uma matéria a debater com mais profundidade: a complementaridade do Jornalismo profissional com o papel desempenhado pelos blogues.
Muito interessante.
Afonso Lopes Vieira, escritor dos sécs. XIX/XX, natural de Leiria, imobilizado numa estátua na cidade, no preciso local da casa onde nasceu, já demolida, parecendo que está a olhar, pensativo, interrogando-se do porquê de lhe terem plantado um Jacarandá ali mesmo ao lado e espantado ao ler marcas de nomes estrangeiros naquela rua estreita, por sinal a Rua da Graça, que se liga à Praça Rodrigues Lobo, outro ilustre poeta bucólico Leiriense.