Manuel Alegre: "Cada bom poema que se faz é uma derrota da indigência"
É preciso um país
É preciso um país
Eu sou irmão gémeo do DISPERSAMENTE... Ainda estou a atravessar a fronteira ...
| 12-09-2012 20:23 - Troika garante que não exigiu redução da TSU |
A troika recusa a ideia de que a decisão do Governo em cortar o salários dos trabalhadores do privado, para reduzir a taxa social única (TSU) das empresas, tendo sido uma imposição da troika. Em entrevista ao “Público”, cujo excerto foi esta noite antecipado no site do diário, Abebe Selassie diz que os cortes salariais foram uma ideia do Governo e que qualquer outra medida geraria o mesmo debate. Para o chefe de missão do FMI em Portugal, o aumento da contribuição dos trabalhadores é uma forma “criativa” de resolver o problema do défice e da competitividade. Quanto ao impacto no salário dos trabalhadores do sector privado, Selassie admite que a medida “tem de ser calibrada, para que o impacto sobre os pobres seja tido em conta”. No parlamento esta tarde o Ministro das Finanças também assumiu a paternidade do programa de ajustamento, depois da troika dizer que o programa não era seu. Na entrevista ao “Público”, o responsável do FMI alerta também que “se o programa for apenas austeridade, a economia não vai sobreviver”, sendo por isso que foi dado mais um ano a Portugal para o País atingir um défice abaixo dos 3%. |
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Nº 2Hoje, depois de mais de um ano sem ir ao Pedrógão, cá vim matar saudades da praia e do mar. Ao passear pela marginal dei com esta pasteleira estacionada. Velhinha, enferrujada pela maresia...
Sentei-me numa esplanada e ali estava o MAR. E alguns pescadores à linha. Mas não pescaram nada, enquanto os observei.
- Por certo que não se vai aborrecer, que é pessoa com veia poética (também não quer que se saiba).
Assim, a propósito, aqui vai um poema de Manuel Alegre que li na "Senhora das Tempestades" - Publicações Dom Quixote - 1998:
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Décimo Poema do Pescador
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Nem sempre o robalo vem
nem sempre ele traz aquele inexplicável e fundo
mistério de pulsar como o coração de alguém
ou talvez como o próprio coração do mundo.
.
Nem sempre me toca a graça e nem sempre está
o vento de feição. E no entanto procuro
incansavelmente procuro o não sei quê que já
muitas vezes me trouxe um coração no escuro.
.
Não há senão esse buscar. Esse incessante
navegar pelo sonho essa viagem
de Ulisses sem regresso. Como alma errante
não mais que um viajante de passagem
.
um intruso no mar um algo a mais
pela noite adiante obsessivamente procuro
na página nos astros nos canais
um verso um peixe um coração no escuro.
.
Eu pescador Ulisses alma errante
navegador da noite procuro nem sei bem
uma luz um robalo um breve instante.
O coração do mundo. Ou de ninguém. Ou de quem.
.
.............. Lisboa, 28.12.96
- "robalo" a negrito; ousadia do autor do blogue.
O Zé Paiva, por mera coincidência, trouxe-me, hoje, alguns dos seus papéis, desenhos, caricaturas, escritos para eu ver, simplesmente. Reformou-se há coisa de um ano e está a pensar retomar o hobby da pintura, do desenho e da caricatura. Tem já umas coisas publicadas no "Ribatejo" e até no "Público" mas não faz alarde disso. Também já participou em exposições e ganhou alguns prémios. Sempre por carolice!...
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Que tinha ficado a 25.000 votos de ir à 2ª volta, que a questão dos voos da CIA começou na cimeira dos Açores no tempo de Durão Barroso, que o Movimento Independente de Cidadania vem comprovar que os cidadãos independentes dos partidos também podem ter uma intervenção de cidadania a tomar na devida conta.