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Wednesday, September 05, 2012

Acordai ! ...

 Na margem direita do rio Lis
Na margem esquerda do rio Lis

Hoje à tarde, no marachão do rio Lis ... em Leiria.

Estavam uns 34 graus centígrados bem medidos, mesmo ao fresco da margem do rio e à sombra dos plátanos. Não corria uma aragem que fosse. 

A solução para os nossos problemas financeiros não se pode resumir a uma boa sesta. 
Acordemos! 
O snr. PM/ppc ainda hoje voltou a dizer que não podemos descansar, que não pode prometer nada, quem sabe não teremos que pagar mais impostos (ai vai vai, essa história de menos escalões do IRS é para quê?), etc etc, ao mesmo tempo a aproveitar para mandar uns recadinhos para o paulinho das feiras, então e os feirantes vão também ter que emitir faturas via internet em tempo real? lá se vai a popularidade por água abaixo, não acordem o snr que está ferradinho no sono 
(ou anestesia de ministro dos negócios estrangeiros?!)
... de consciência tranquila (?!?)... 

Monday, August 20, 2012

Olhar vai passar a pagar imposto!



O pão vai subir.
O SNS vai gastar menos 200 Milhões,
os doentes pobres não dão lucro.

E este olhar
também mo vão tirar?
Ou vou ter de pagar
um imposto extraordinário?
@as-nunes

Friday, July 20, 2012

Camões, Garrett, Pedro Nunes... etc etc etc

Um dia destes, em Lisboa...


As armas e os barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca dantes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;


E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando
Cantando espalharei por toda a parte
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.


-- Luís de Camões,
Os Lusíadas (1572)
Canto I, 1--2
...
@as-nunes

Monday, July 16, 2012

Fernando Pessoa e Lisboa e o desassossego de ser Português...




«Porque eu sou do tamanho do que vejo
   E não do tamanho da minha altura…»
                                                               Alberto Caeiro


E constatarmos nós que há "tipos" que só pensam e só agem com números e siglas monetárias como mote inspirador da sua vida!...

Friday, July 06, 2012

Ainda há palha em Portugal!...


O verde da erva 
forragem para amanhã
comida de reserva
colhida de gadanha


Nos tempos que correm
vale mais prevenir
é que já se sentem
augúrios de mau porvir


E queriam os senhores
da União acabar com a Agricultura?!...
Ou a estratégia era matar os «burros» à fome?
@as-nunes

Thursday, July 05, 2012

A Madeira é Portugal! Fascismo nunca mais!...


       O Deputado José Manuel Coelho do parlamento da Madeira - Portugal


"Vi, e assisti,a fazer o que este policia está a fazer ao Deputado José Manuel Coelho, do Parlamento da Madeira, ao meu marido, por um assaltante que nos surpreendeu quando caminhávamos em Mira-Sintra, o qual ao mesmo tempo que "fazia isto" com uma mão, com a outra lhe roubava o dinheiro que estava no bolso do casaco e que acabara de levantar na Caixa Geral de Depósitos.



Julgava que eram só os assaltantes que "faziam isto", mas afinal, hoje, pude comprovar que não. Impressionou-me vivamente esta imagem que encontrei agora num blogue na internet. Porque me chocou e me revoltou, e me entristeceu... decidi publicá-la aqui, para que se saiba o que é, e como funciona a nossa tão proclamada  democracia...  pois tanto quanto sei, e  que ouvi nas noticias, este senhor deputado apenas queria falar...queria fazer uso da palavra, numa cerimónia em que outros políticos falavam."


in 

Olhai os lírios do campo



Thursday, June 07, 2012

COMO PORTUGAL MUDOU O MUNDO


Comecei hoje a ler o livro:


A PRIMEIRA ALDEIA GLOBAL
COMO PORTUGAL MUDOU O MUNDO
de
Martin Page
Ed. casadasletras - 9ª ed. 2012


Estou entusiasmado. Como eu gostaria que Martin Page tivesse razão!...


Será que vou ficar com uma perspetiva nova sobre Portugal, o meu país, um país fascinante? Agora? neste momento tão dramático e com Portugal governado por aprendizes de feiticeiro?
Ou com sofismas, a entreterem-nos com rebuçados de "meio tostão", ao mesmo tempo que fazem desaparecer milhões de Euros como por artes mágicas? 


pp 33


(...)
O grande papel dos portugueses não foi, pois, o de conquistadores, muito menos o de conquistados, mas antes o de um povo pivô, uma espécie de conduta através da qual as ideias, o conhecimento e as tecnologias se transmitiram à Europa e ao mundo.
(...)

Será que Martin Page é simplesmente um lírico?...
-
É que, entretanto... também temos olhos para ouvir (*) e cabeça para pensar!
Mudámos o mundo, sem dúvida! E na atualidade, o que somos?!...
-
(*) O Bispo das Forças Armadas disse ainda que ficou com vontade de apelar ao povo para que saia à rua para fazer a democracia, perante um Governo que, na sua opinião, fala do povo português como um «povo amestrado» que «devia estar no Jardim Zoológico».
@as-nunes

Sunday, May 20, 2012

Tempo de balanço...Estado da Nação


Estou no exterior de um quartel. Do quartel onde passei os 3 meses que antecederam  a minha mobilização para Moçambique. Estávamos em 1969. Nessa altura Salazar apregoava aos sete ventos que estávamos orgulhosamente sós e antes assim que mal acompanhados. E vivíamos num regime ditatorial.

40 anos são volvidos...
(...)
Governos do chamado Bloco Central e de Direita foram sendo sucessivamente empossados, Centro/esquerda, Centro/Direita, Direita/Extrema Direita, Centro/Extrema Direita, ou seja, PS, PPD, CDS e nada.

Presidentes da República vários e nada.

Assembleias da República com muitos deputados e nada.

Entramos na Comunidade Europeia. E passamos a integrar a zona Euro, mudando do Escudo para o Euro. E entram Euros em catadupa. E desaparecem misteriosamente, através de artes e manhas de uns quantos espertos ligados às instâncias do poder, milhões e milhões de euros. E gastamos à grande e à francesa. A União Europeia garantia que era mesmo para funcionar, assim a modos que uma Federação de Estados, em que a Solidariedade era uma palavra de honra de cavalheiros. A Europa estava unida e organizada!

O Povinho dá maiorias sucessivas a Sócrates.

 Chega a hora de se fazerem contas. Não temos dinheiro para fazer face às nossas dívidas públicas, contraídas com o nosso aval.
E começam a exigir que nos portemos bem, para não assustar os investidores estrangeiros. Temos de recorrer ao FMI com o aval das instituições da UE,  até que nos impõem um plano de recuperação da nossa dívida coordenada por uma Troyka, estrangeiros a dizerem-nos como devemos gerir os negócios do Estado. As coisas complicam-se, até porque estes senhores esqueceram-se que havia um fator determinante e indispensável que era o Desenvolvimento Económico.

Vamos a eleições antecipadas e vá de dar maioria absoluta  ao miúdo de Vila Real, Passos Coelho e ao seu amigo Paulo Portas. E ele começa a armar-se em autoritário, a rodear-se duma equipa de tecnocratas e amigos de confiança.
As promessas esfumam-se rapidamente, tenham paciência, tem de ser assim ou então não teremos dinheiro para pagar aos funcionários públicos e aos pensionistas.

A corrupção de colarinho branco campeia impunemente: BPN, PPP, aquela coisa da EDP/rendas, protocolos de cobrança de portagens em duplicado, SCUTS que já não podem ser Scuts, Loureiros, Valas, Limas, Isaltinos. São muitos milhões que estão em jogo e com isso o equilíbrio das contas públicas.

A inflação continua, mas os salários e pensões estagnam.  São-nos sonegados o subsídio de férias e de Natal, não para todos,que se justificam umas exceçõezitas, para evitar a fuga de crâneos de reconhecida competência. Que não dá em nada.

Se calhar é melhor fazerem as malas e irem lá para fora, que lá há melhores oportunidades, sugere o Primeiro Ministro.
E se não se resolver o problema desta maneira, não stressem que isto de ir para o desemprego até pode ser um bom estímulo para se arranjar uma vida melhor, volta à carga.

Estupefação geral!  Ainda não conseguimos digerir estas mezinhas mas o resultado está bem à vista. Um milhão e desempregados, mais, talvez, que estas estatísticas quem pode confiar nelas?

E agora?

Os jornais já começam a receber recados para não publicarem certas coisas, que vão fazer mal à cabeça dos portugueses, coitados, que já andam tão à nora,  a prozac e xanax e outras coisas. Os que ainda têm algum dinheirito, por enquanto.

Começa-se a recear por represálias, perder o emprego. O medo instalou-se, joga-se com a ansiedade das pessoas, com a sua dignidade, a sua sobrevivência e da família.
Impensável que estejamos  a regressar a estes tempos fascisantes!

Que mais mos irá acontecer?

Será que a Democracia está, de novo, em perigo? Claro que está. Afinal quem manda? O Povo que vota, não. Quem manda então? 
Ora, pois, a Alta Finança internacional, sem rosto, globalizada, constituída por agiotas que se julgam uma raça à parte, especial, devem ter olhos especiais, descendentes de alguma estirpe estrita a certas camadas sociais.

Que fazer, então,  desta pescadinha de rabo na boca, tão bem arranjadinha que ela está?
...
(edição revista e mais sintética - 12h30)
@as-nunes 

Thursday, May 03, 2012

Cowboys em Portugal

Hoje à tarde, ia eu a caminho de casa, tinha ido comprar uns pés de couve "penca" e "trouxa" para plantar no meu jardim/quintal (quer dizer o meu jardim adaptado para as várias funções, dar flores e frutos e produtos hortícolas, tudo tratado manualmente cá com a prata da casa), eis que começo a ouvir na rádio, "Janela indiscreta" do Pedro Rolo Duarte, jornalista que me habituei a escutar na Antena Um, "Hotel Babilónia", (em parceria com o João Gouvern) e a seguir no seu blogue, em determinada altura ouço-o fazer referência a várias reações dos bloggers (bloguistas, como se queira) àquela famigerada escaramuça social que foi protagonizada pelo "Pingo Doce", sobejamente divulgada na TV, rádio e jornais, percebi então que já andava por aí um vídeo da rapaziada da Rádio Comercial.

Uma cowboyada à moda antiga, se calhar o FarWest mudou-se cá para este lado do Atlântico. Só que, agora, não é uma cowboyada só para ver no cinema, é uma sequência de cenas reais, actuais, espelho do momento que se vive em Portugal.

Entretanto, também tomei conhecimento de que hoje o Jornal de Negócios traz um Editorial, assinado pelo seu Diretor, Pedro Santos Guerreiro, a abordar as várias implicações desta atitude inesperada e aparentemente inconcebível do ponto de vista comercial, concorrência desleal, fala-se em "dumping" e isso é muito "feio".
Da sua leitura permito-me ressaltar as seguintes NOTAS:

1 - Visto, é inacreditável: uma turba faminta amotina-se, espanca-se, enlouquece, encena uma pilhagem sórdida. É uma miséria de marketing. É um marketing da miséria.
2 - Dar uma margem de 50% num cabaz significa ter uma margem média de 100% para ganhar dinheiro.
3 - Esta é uma campanha de "hard discount", na senda duma estratégia que já traz a experiência obtida na Polónia, com grande sucesso há quase uma década. 

Ou seja:

- Este facto rocambolesco aconteceu pela primeira vez em Portugal, precisamente no dia 1 de Maio;
- Os gestores viram um livro com curvas de oferta e procura;
- Os juristas viram um livro de direito da concorrência;
- Ficámos a saber como está o país;
- A violência que não se vê nas manifestações de rua comprime-se no afã vidrado de uma fila de supermercado.

Resume o editorialista citando Shakespeare, no "Rei Lear":

"Esta é a praga deste tempo, quando os loucos guiam os cegos".

nb
Aconselho vivamente a leitura integral deste editorial.
Há que meditar e atuar em conformidade sob pena de o nosso país descambar numa anarquia ainda mais perigosa do que a que se vive atualmente.
@as-nunes 

Sunday, April 22, 2012

Naquele tempo PPC dizia...



descobri esta obra-prima no conversa avinagrada
  • Não matemos o doente com a cura...
  • Não basta a austeridade e cortar...
  • Nós precisamos de valorizar cada vez mais a palavra...
  • O IVA não é para subir...
  • Eu não quero ser Primeiro-ministro para dar empregos ao PSD...
  • bla bla bla...bla bla bla...
-
Pacheco Pereira que me perdõe esta replicação, mas nem todos vamos ao "abrupto":
-
"temporário", 
"restituição intensa", 
"ajustamento estrutural excepcional"

Todos os dias novas palavras e expressões revelam como Orwell foi um verdadeiro precursor em perceber como o poder usa as palavras para mandar. Entre as novas aquisições da “novilíngua” encontra-se o “temporário” que passou a significar definitivo e o “ajustamento estrutural excepcional”, signé Vitor Gaspar, uma contradição nos seus termos porque se é “estrutural” não pode ser “excepcional”. Outra é a “restituição intensa” dos subsídios de Natal e férias, expressão utilizada pelo Primeiro-ministro. “Intensa” é o quê? Metade, três quartos, nada? Presume-se que signifique que em vez de ser “gradual”, passe a ser pouco “intensa”. Iluda-se quem pense que isto são jogos florais. Bem pelo contrário, são jogos do poder, destinados a não dizer nada, dizendo, ou a dizer tudo, não dizendo.
-
Cá está, há que valorizar a palavra!...
@as-nunes

Saturday, April 21, 2012

Abril traído



Abril sofisticado traído

Que mundo de Abril é este
Ilude-nos com desilusões
Abril tanta esperança trouxeste
Chagas agora nossos corações

Dias de chuva nos olhares
Silêncios interrogações
Terríveis estes esgares
Difusas confusas  emoções

Ao longe mais um milhafre
Impante nas suas  visões
Insuportável odor a enxofre
Sabor amargo a traições

Vergados sob tropelias mil
Leis e Decretos de maldições
Não deixemos que Abril
Se resuma a meros chavões

Leiria, 21 de Abril de 2012
António S Nunes

nota
no original usei a palavra "sofisticado" mas parece-me bem que não segui os conselhos dum dos meus mestres, Miguel Torga. Ele bem deixou escrito que a palavra tem que ser usada com a máxima preocupação e precaução também. Daí eu ter riscado uma e substituí-la por outra, mais direta ao assunto, para quê tantos sofismas e rodeios, não é, Rogério? 
@as-nunes

Tuesday, April 10, 2012

A Lua às fatias


Bom dia, rapaziada!
As aulas recomeçaram hoje?
Para mim, pelos vistos, também.
Estou a aprender a inserir um vídeo processado pela nova plataforma da Google mas as coisas não me saíram bem, à primeira tentativa.

Vou estudar um pouco mais a ver se percebo o que se está a passar de errado.
...
 algum tempo depois...
Retomei o esquema habitual, colocar o vídeo (diapositivos em filme) no YouTube. Deu resultado. Sabem que o YouTube também pertence ao grupo da Google, claro que sabem, aliás voçês já sabem mais do que o "mestre da música", quer dizer, às vezes voçês convencem-se disso mas ainda têm muito que aprender, tenham lá santa paciência...
No tempo em que eu tinha a vossa idade brincávamos com os piões, bolas de trapos para jogar futebol (mais tarde, já na juventude, lá apareciam umas bolitas de cautchu (acho que é assim que se escreve) e então era uma festa...

Boas aulas...

Portem-se bem, colaborem com os vossos professores, peço-vos, para vosso bem, por um Futuro melhor, que voçês merecem e que nós (os vossos pais e avós e professores) desejamos do coração...
@as-nunes

Wednesday, February 01, 2012

Gravetos contra o frio em Portugal

Em plena cidade de Leiria...

Segundo as últimas notícias, o frio a valer, frio polar, temperaturas que vão descer abaixo de zero – e bastante – mesmo em Portugal, este belo país de brandos costumes e brando clima, está aí à porta. De todos nós.

Só que mais de uns do que de outros!...

Saturday, December 24, 2011

Natal 2011...ao cair do pano

Tinha acabado de assistir ao lançamento da IV Antologia de Poetas Lusófonos (Ed. Folheto-Leiria). O dia estava a declinar. Escola Superior de Educação, tinha-me sentado ao volante do meu carro para regressar a casa, na Barreira. Este crepúsculo mostrou-se em todo o seu esplendor. Não resisti a captá-lo nesta fotografia. 
@asnunes
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Wednesday, November 16, 2011

Uma geração traída?!...


Recebi este emocionante texto por e-mail e lembrei-me de o passar aqui...
A pensar, também, nos adolescentes de agora... e nos seus avós 
(os que já morreram e os que ainda estão vivos e lúcidos e activos, a lutar ombro a ombro com os seus filhos e netos por uma vida digna de ser vivida).


in Público de 20 de Outubro de 2011 (acabei por constatar)
@as-nunes

Tuesday, June 07, 2011

Sem stress

Olá irmãos, aí no Brasil, agora só nos falta voltar a amanhar esta terra de onde partimos, há quinhentos anos, Atlântico Sul adiante, dentro dumas cascas de nozes, rumo às Américas, no sonho de encontrarmos mundo mais rico.
Tantas andanças! Tanta aventura! Tanta história! Tanta trafulha!
Tão desenrascados que nós somos!
Não é agora que nos vamos deixar abater pelo stress!
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Sunday, May 29, 2011

Simplesmente... Ámen?!

Este entardecer, deste Domingo, está muito sossegado. É certo que não tenho visto televisão nem ouvido rádio. De qualquer modo - contradições do momento -  tenho a sensação de que algo de grave paira no ar.


Que diabo de altura para andarmos a ver quem vai para o poleiro da Governação de Portugal! 
O que é que fará correr tantos galos, mesmo em tempo de vacas magras? Será o sentido do dever de cidadania para dar o seu contributo de modo a sermos capazes de ultrapassar esta malfadada crise em que o país está envolvido? 
Como todos nós, portugueses, gostaríamos de acreditar!...


À minha frente, em linha de vista, através duma janela da minha casa - computador à mão, livros (muitos para pouco tempo disponível), muitos papeis, muitas contas - uma vista encaixilhada na paisagem deslumbrante do vale do Lis e da Sra. do Monte, Leiria (Barreira/Cortes-Leiria): caixilhos da janela a recortarem a paisagem, uma roseira com algumas rosas brancas, os telhados das casas de alguns vizinhos, por cima, aquela bonita grevílea robusta, matizada com as suas flores douradas, a copa dum sobreiro, de vários castanheiros, para lá do rio, floresta de pinheiros e eucaliptos, tempo em bonança, não bole uma palhinha, céu em limbos, tarde a cair, silêncio entrecortado pelo cantar das aves.


Que silêncio!
Até fico desconfiado...


Bom Domingo a todos, queria desejar-vos muita Paz, harmonia na vida dos homens, em consonância com este momento de impressionante (contrastante?!) calma na Natureza!
Momentos, a vida é feita de momentos, como seria fabuloso se a vida só fosse feita de momentos como este!...
Bem sei que este é um momento raro, excepcional, que outros mais sérios estão a ser vividos, um pouco por todo o lado, com toda a certeza, cheios de ansiedade, de incertezas, de tramóias, de violência.
Porque é que o homem não consegue conciliar a sua existência com mais harmonia, mais solidariedade, menos ganância, menos vaidade?Porquê?
Dá vontade de dizer 
- que me interessa a política, que me interessam as intrigas mesquinhas que se tecem a toda a hora e instante, por esse país fora, por esse mundo devassado?


A História diz-nos que não somos capazes de ser diferentes. Que somos assim, tal como nos mostramos. Egoístas e em constante luta pela supremacia sobre os nossos semelhantes!...


É pena que tenhamos que dizer, conformados,
Ámen
@as-nunes


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Thursday, May 26, 2011

Portugal, minha terra

Flor da feijoa, uma arvoreta oriunda do Brasil, fruto delicioso...
Um melro, na rua, nas suas calmas...

Os portugueses preocupados
A vida a andar pra trás
Os políticos endoidados
Anda à solta Satanás?


Portugal, minha terra
Momentos de encantamento
Porquê tanta guerra
Tanta lamúria e tormento?


Só queremos viver!...
Com paz e dignidade
Olhar a Natureza e ver
Toda esta tranquilidade.

Será pedir muito?...


@as-nunes
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Tuesday, April 19, 2011

Oitenta e nove mil metros quadrados. E um país por achar neste país.



O LONGO SONO

Depois da tempestade
o longo sono.
Os tributos. A fome.
E o estrangeiro por dono
deste país que já não tem no nome
a independência da palavra liberdade.

in 
o CANTO 
e as ARMAS

Manuel Alegre,1970

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