Estou a recolher mais informação sobre esta quinta. Para já fica aqui este registo antes que, um dia destes, possamos ser surpreendidos com o seu desaparecimento ou requalificação ad hoc.
Eu sou irmão gémeo do DISPERSAMENTE... Ainda estou a atravessar a fronteira ...
Wednesday, February 20, 2008
Quinta S. José - Leiria
Estou a recolher mais informação sobre esta quinta. Para já fica aqui este registo antes que, um dia destes, possamos ser surpreendidos com o seu desaparecimento ou requalificação ad hoc.
Tuesday, November 27, 2007
Quinta da Fábrica - Leiria
Este brasão de família está encrustado na fachada da entrada do edifício de habitação da Quinta da Fábrica e parece-me ser uma mistura dos brasões do Barão do Salgueiro, concedido o título a Manuel José de Pinho Soares de Albergaria e renovado em seu filho em 17.6.1869, Dr. José de Faria Pinho e Vasconcelos Soares de Albergaria e o do Visconde do Amparo (1). Nesta quinta morreu Julia Adelaide de Faria Pinho Vasconcelos Soares de Albergaria, que, segundo a árvore genealógica da família Charters d" Azevedo, viveu entre 24 de Outubro de 1849 e 21 de Outubro de 1941.
Retomando o tema das quintas e casas senhoriais de Leiria, vai-se iniciar, nesta entrada, o tema da "Quinta da Fábrica".
Esta quinta está associada a uma antiga casa senhorial a que, entre outros, está ligada a família Charters d´Azevedo. Está localizada na base nascente do monte de S. Gabriel, actual Santuário de N. Sra. da Encarnação, em Leiria, mais precisamente, na Rua da Fábrica, na zona onde começa a Rua Miguel Torga. Confronta com o Rio Lis, na zona das Olhalvas.
Nestas instalações funcionou, não há muito tempo (3 anos ap.) a Escola Superior de Saúde de Leiria.
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(1) Pág. 82 de "Anais do Município de Leiria" vol I, ed. CML de 1993;
*** há-de ter continuação***
Friday, November 23, 2007
O rio Lena
Na quinta da Mourã. O rio Lena a caminho do casamento com o Lis, um pouco mais abaixo, de mansinho...
Não estamos em Abril, de calendário. Ou será que já não podemos acreditar no calendário? O trinado das aves ribeirinhas ainda se ouve das bandas do choupal distante. As noras já não!...
AS NORAS
Sigo a margem do Lena, pensativo,
E ouço das bandas do choupal distante
Um gemido monótono e constante
Cortando o riso deste Abril festivo.
É a nora num choro convulsivo,
Que mal a beija o insaciado amante,
O rio, pois lhe foge a cada instante,
Por seu triste condão do mar cativo.
E dela correm lágrimas sem fio
Que a terra acolhe e são constantemente
Depois, na festa mística do estilo.
O trigo de coiro e luz ondeando ao vento
Vive porque ela chorou junto ao rio,
Porque a vida provém do sofrimento.
Acácio de Paiva
Insigne Poeta Leiriense
Nasceu em Leiria, no Largo da Sé, nº 7, em 14/4/1863.
Faleceu em 29/11/1944 nos Olivais, Ourém.
Saturday, October 13, 2007
Quinta de S. Venâncio - Leiria
2 - Alameda de plátanos centenários desde o portão até ao edifício principal da Quinta, incluindo uma capela privativa (**);
3 - Fachada nascente do edifício principal da Quinta. Repare-se na imponência que se pressente terá sido a vida desta Quinta nos seus tempos áureos. (***)
Com a devida vénia do autor, comecemos, então, por uma fotografia que mostra a família Oriol Pena no palacete da Quinta, estávamos no séc. XIX, antes das invasões francesas (se se fizerem as devidas comparações com a foto 3, da actualidade, pode constatar-se que se trata duma cena junto à fachada nascente do palacete).-
Aditamento em 16 de Outubro de 2010
1891 -
A 27 de Dezembro o Districto de Leiria anunciava a inauguração do edifício do Grande Hotel Liz do capitalista alcobacense Francisco de Oriol Pena...
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NOVO ADITAMENTO - Cópia das minhas fotografias, usadas abusivamente sem qualquer referência da sua autoria (ver aqui) 7fev2012
Tuesday, October 09, 2007
Leiria Outonal e ancestral
4fev2012: esta zona está toda transformada com as obras gigantescas de construção do IC36, ligação da A1 à A8), acessos na rotunda de Vale de Lobos, vale do lis.
Foto 1 - Uma panorâmica Outonal com o prado cheio de malmequeres amarelos;
Foto 2 - Um carvalho antigo (muito antigo de certeza), num caminho, mesmo nas bordas da cidade de Leiria.
4fev2012: acrescentei, que na altura não sabia, aqui já era a Rua Ramalho Ortigão (Leiria, junto à rotunda na EN 356-2, estrada Leiria-Cortes, acesso ao novo IC 36 - viaduto sobre a Quinta de S. Venâncio)
Foto 3 - Um dos vários cedros centenários, imediatamente à entrada da Quinta de São Venâncio, mesmo no limite SudEste da cidade, quem vai na direcção das Cortes, Torrinhas, Reguengo do Fétal, Fátima. clicar para aumentar)
Saturday, September 29, 2007
Quinta do Hespanhol
Há dias fui a um casamento que teve lugar nas instalações da célebre Quinta do Hespanhol, para os lados de Torres Vedras. Todo o cerimonial e banquete esteve excelente, mas não é propriamente este o motivo que me levou a colocar este post.
Não conhecia esta zona e posso dizer que fiquei encantado pelo enquadramento paisagístico, em termos ambientais e, principalmente, das árvores que lá encontrei. Não tive grandes ocasiões de me demorar na tomada de fotografias, pelo que a reportagem não é nada significatica. No entanto, uma árvore deixou-me intrigado, porque não consegui que ninguém me desse informações precisas sobre o seu nome.
Os pormenores mais significativos que consegui fotografar são os que estão expostos nas duas últimas fotos. Consultei vários livros, tais como: Botanica - The illustrated A-Z of over 10.000 garden plants and how to cultivate them (ISBN 3-8331-1253-0, edição de 2004; Árvores de Portugal e Europa - Guia Fapas; Portugal Botânico de A-Z; Árvores e Florestas de Portugal -09- Guia de campo, ed. LPN e outros e também "dias-com-arvores.blogspot.com" e "sombra-verde.blogspot.com". Lancei aqui, neste blogue, o apelo (*) abaixo transcrito e consegui chegar a esta conclusão: Consultando melhor (após as dicas dos amigos na zona de comentários) o "dias-com-arvores" (), parece-me que cheguei ao nome desta árvore. Será então um pitósporo do género Pittosporum undulatum. (ver comentários).
Esta quinta tem uma longa e interessantísima história, contada com todo o pormenor num desdobrável bem concebido pela empresa, um ramo da própria família, que actualmente detém aquelas instalações.
(*) Apelo inicicial: Não obtive, com garantias mínimas de não errar, dados sobre esta árvore, que me pareceu mais que centenária, ainda que de porte pequeno. Será uma Malus ornamental crab., "Golden Hornet"?
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Creio ser relevante, como fonte inicial de estudo, o seguinte fragmento de texto:
"NOME: Quinta do Hespanhol / Solar dos PerestrellosFREGUESIA: Dois PortosLOCALIZAÇÃO: Junto a Carreiras (Carvoeira)DESCRIÇÃO: Por cima da porta de entrada, um medalhão com a data de 1542 apresenta o instituidor do Morgado, João Lopes Perestrelo, neto de Fillipo Pallastreli, fidalgo italiano. Este veio para Portugal no tempo do Rei D. João I, que lhe doou, entre outras, estas terras que vieram a ser conhecidas como “do espanhol” em virtude do epíteto que o povo concedeu a Pallastreli, identificando a sua língua natal com o castelhano.Uma descendente deste fidalgo veio a ser esposa de Cristóvão Colombo, que também terá passado por esta quinta.Cronologia, segundo a DGEMN: 1333 a 1385 - doação régia das terras a Filipo Pallestrelli, a quando da sua vinda para Portugal; 1513 - os edifícios originais forma destruídos por calamitoso terramoto; 1542 - até à data a posse da terra permaneceu com os donatários, o representante da família, João Lopes Perestrelo, vinculou a propriedade em morgadio do qual foi o primeiro administrador. Reconstrução do solar actual; 1755 - o edifício manuelino desmoronou com o terramoto. Reconstrução do edifício e ampliação do mesmo para dois andares; 1861 - plantação da alameda, existe placa comemorativa com data assinalada, 1940 - construção do jardim no local que corresponderia a parte da antiga horta.ÉPOCA: séc. XVINOME: Quinta do Hespanhol / Solar dos PerestrellosFREGUESIA: Dois PortosLOCALIZAÇÃO: Junto a Carreiras (Carvoeira)DESCRIÇÃO: Por cima da porta de entrada, um medalhão com a data de 1542 apresenta o instituidor do Morgado, João Lopes Perestrelo, neto de Fillipo Pallastreli, fidalgo italiano. Este veio para Portugal no tempo do Rei D. João I, que lhe doou, entre outras, estas terras que vieram a ser conhecidas como “do espanhol” em virtude do epíteto que o povo concedeu a Pallastreli, identificando a sua língua natal com o castelhano.Uma descendente deste fidalgo veio a ser esposa de Cristóvão Colombo, que também terá passado por esta quinta.Cronologia, segundo a DGEMN: 1333 a 1385 - doação régia das terras a Filipo Pallestrelli, a quando da sua vinda para Portugal; 1513 - os edifícios originais forma destruídos por calamitoso terramoto; 1542 - até à data a posse da terra permaneceu com os donatários, o representante da família, João Lopes Perestrelo, vinculou a propriedade em morgadio do qual foi o primeiro administrador. Reconstrução do solar actual; 1755 - o edifício manuelino desmoronou com o terramoto. Reconstrução do edifício e ampliação do mesmo para dois andares; 1861 - plantação da alameda, existe placa comemorativa com data assinalada, 1940 - construção do jardim no local que corresponderia a parte da antiga horta.ÉPOCA: séc. XVI"
in http://www.oestediario.com/oestediario/artigo.asp?cod_artigo=107033