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Sunday, May 20, 2012

Tempo de balanço...Estado da Nação


Estou no exterior de um quartel. Do quartel onde passei os 3 meses que antecederam  a minha mobilização para Moçambique. Estávamos em 1969. Nessa altura Salazar apregoava aos sete ventos que estávamos orgulhosamente sós e antes assim que mal acompanhados. E vivíamos num regime ditatorial.

40 anos são volvidos...
(...)
Governos do chamado Bloco Central e de Direita foram sendo sucessivamente empossados, Centro/esquerda, Centro/Direita, Direita/Extrema Direita, Centro/Extrema Direita, ou seja, PS, PPD, CDS e nada.

Presidentes da República vários e nada.

Assembleias da República com muitos deputados e nada.

Entramos na Comunidade Europeia. E passamos a integrar a zona Euro, mudando do Escudo para o Euro. E entram Euros em catadupa. E desaparecem misteriosamente, através de artes e manhas de uns quantos espertos ligados às instâncias do poder, milhões e milhões de euros. E gastamos à grande e à francesa. A União Europeia garantia que era mesmo para funcionar, assim a modos que uma Federação de Estados, em que a Solidariedade era uma palavra de honra de cavalheiros. A Europa estava unida e organizada!

O Povinho dá maiorias sucessivas a Sócrates.

 Chega a hora de se fazerem contas. Não temos dinheiro para fazer face às nossas dívidas públicas, contraídas com o nosso aval.
E começam a exigir que nos portemos bem, para não assustar os investidores estrangeiros. Temos de recorrer ao FMI com o aval das instituições da UE,  até que nos impõem um plano de recuperação da nossa dívida coordenada por uma Troyka, estrangeiros a dizerem-nos como devemos gerir os negócios do Estado. As coisas complicam-se, até porque estes senhores esqueceram-se que havia um fator determinante e indispensável que era o Desenvolvimento Económico.

Vamos a eleições antecipadas e vá de dar maioria absoluta  ao miúdo de Vila Real, Passos Coelho e ao seu amigo Paulo Portas. E ele começa a armar-se em autoritário, a rodear-se duma equipa de tecnocratas e amigos de confiança.
As promessas esfumam-se rapidamente, tenham paciência, tem de ser assim ou então não teremos dinheiro para pagar aos funcionários públicos e aos pensionistas.

A corrupção de colarinho branco campeia impunemente: BPN, PPP, aquela coisa da EDP/rendas, protocolos de cobrança de portagens em duplicado, SCUTS que já não podem ser Scuts, Loureiros, Valas, Limas, Isaltinos. São muitos milhões que estão em jogo e com isso o equilíbrio das contas públicas.

A inflação continua, mas os salários e pensões estagnam.  São-nos sonegados o subsídio de férias e de Natal, não para todos,que se justificam umas exceçõezitas, para evitar a fuga de crâneos de reconhecida competência. Que não dá em nada.

Se calhar é melhor fazerem as malas e irem lá para fora, que lá há melhores oportunidades, sugere o Primeiro Ministro.
E se não se resolver o problema desta maneira, não stressem que isto de ir para o desemprego até pode ser um bom estímulo para se arranjar uma vida melhor, volta à carga.

Estupefação geral!  Ainda não conseguimos digerir estas mezinhas mas o resultado está bem à vista. Um milhão e desempregados, mais, talvez, que estas estatísticas quem pode confiar nelas?

E agora?

Os jornais já começam a receber recados para não publicarem certas coisas, que vão fazer mal à cabeça dos portugueses, coitados, que já andam tão à nora,  a prozac e xanax e outras coisas. Os que ainda têm algum dinheirito, por enquanto.

Começa-se a recear por represálias, perder o emprego. O medo instalou-se, joga-se com a ansiedade das pessoas, com a sua dignidade, a sua sobrevivência e da família.
Impensável que estejamos  a regressar a estes tempos fascisantes!

Que mais mos irá acontecer?

Será que a Democracia está, de novo, em perigo? Claro que está. Afinal quem manda? O Povo que vota, não. Quem manda então? 
Ora, pois, a Alta Finança internacional, sem rosto, globalizada, constituída por agiotas que se julgam uma raça à parte, especial, devem ter olhos especiais, descendentes de alguma estirpe estrita a certas camadas sociais.

Que fazer, então,  desta pescadinha de rabo na boca, tão bem arranjadinha que ela está?
...
(edição revista e mais sintética - 12h30)
@as-nunes 

Wednesday, November 19, 2008

DEMOCRACIA, ALTO!


Democracia, ALTO!
Agora passam as Reformas, que vão ao pé coxinho...
-

INTERRUPÇÃO TEMPORÁRIA DA DEMOCRACIA?!


(excerto de foto da Net - Sapo)

Vai por aí um grande alarido à volta duma saída infeliz da Dra. Ferreira Leite, Presidente do PSD português, ontem, num almoço com militantes.
Disse a Sra. Dra que nós somos tão teimosos e contestatários, que qualquer Reforma de fundo do nosso sistema de organização política e administrativa da Nação, só terá viabilidade, se nos calarem a boca e nos paralisarem as pernas, pelo menos durante seis meses. Bastaria meio ano.
Muito sinceramente, não posso acreditar que a Sra. estivesse a falar a sério. Acredito piamente que usou este tipo de linguagem como uma mera “forma de expressão”, como vem sustentar, em jeito de solidariedade partidária, o chefe da Madeira, Alberto João, rei e pretenso senhor do nosso jardim no meio do Atlântico Norte.
Uma infelicidade, foi o que foi. A Dra. Manuela Ferreira Leite teve mais um dos seus típicos lapsos linguísticos. Como já vem demonstrando à saciedade, tem muita dificuldade em exprimir por palavras a mensagem que pretende transmitir.
Claro, o PS e restantes partidos concorrentes às próximas corridas eleitorais, não perderam tempo e estão a explorar ao máximo, este lapso. Até já há quem diga que lhe fugiu a boca para a verdade do seu pensamento político.
Os tempos que correm estão muito conturbados, como bem sentimos na pele e, particularmente, nos ouvidos. Estamos a ser bombardeados a toda a hora e instante por notícias desanimadoras quanto ao rumo que a vida do Homem está a seguir. A nível de todo o Planeta.
Não será tempo de focarmos as nossas energias no essencial e desligar-mos o interruptor do acessório?
Coitada da Dra. Ferreira Leite! Coitados de nós, que estamos entregues à bicharada!
É caso para dizer: “Aqui d´El Rey”!
Sem interpretações mal intencionadas, claro está!

Posted by Picasa

Saturday, December 30, 2006

ANO NOVO, ANO NOVO, deita fora o Ano Velho...

Recebi este cartoon do meu amigo F´Santos e não quis acabar o ano sem o publicar.
Vistas bem as coisas até vem a propósito do título desta nota, que, por sua vez, me veio à ideia, ao lembrar-me de cantigas populares antigas deste período do ano.
Claro que, tendo em conta o tema específico do cartoon, se levanta a velhíssima questão da pena de morte. Convenhamos que em termos da forma de organizar a vida do homem em sociedade, em comunidades, a pena máxima também poderá ter a sua justificação. No caso de Ditadores sanguinários, que mandaram matar homens, mulheres e crianças, sem apelo nem agravo, somente para dominar povos inteiros pelo medo, mantendo as pessoas silenciadas e quedas, pelo permanente terror de poderem ser as próxmas vítimas, penso que não será de invocar a defesa do direito à vida...
Só que...
Quantos ditadores "legais" não habitam este planeta e não sofrem qualquer penalização pelos crimes de morte que são cometidos sob a sua orientação estratégica em nome do Poder?
-
Saddam Hussein Abd al-Majid al-Tikriti, em árabe صدام حسين (Tikrit, 28 de Abril de 1937 —
Executado por enforcamento em Bagdad, 30 de Dezembro de 2006).


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