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Wednesday, January 02, 2013

Em maré de balanço dos nossos animais de estimação

 O Ivo
 A Mia
 A Tina
 A Mia, em cima da chaminé, e o gato dum vizinho
 O Rapazito (o gato branco, já entradote) e a cadela "Teckel mini", de nome Tina
 A Ema
A Riscas

Os animais de estimação que convivem cá em casa. Quer dizer são nossos convivas, com direito a cama, comida e roupa lavada. E, com exceção da cadelita “Tina”, têm liberdade plena para entrar e sair de casa. Com uma norma: há hora de recolher. Se não entrarem dentro de casa enquanto estivermos a pé, ficam no alpendre. Pelo sim pelo não têm forma de se acomodarem confortavelmente, mesmo quando ficam fora da habitação.

A “riscas”, só por si, já tem um curriculum que proporciona motivos para uma narrativa mais ou menos longa.
Vamos, então, contar uma sinopse do que tem sido o seu relacionamento connosco cá em casa.

Dealbar do ano de 2011. Esta gata vinda sabe-se lá donde, escolheu a nossa casa como ponto de apoio. Ao fim de pouco tempo percebemos porquê. Estava prenha e em fim de prazo.
Era (e continua a ser) muito desconfiada e comporta-se com a máxima independência.
Nasceram vários filhotes, cujos nomes e imagens aqui se divulgaram em devido tempo.
Uma das várias peripécias ocorridas com esta gata teve a ver com o fato de ela, durante um temporal medonho, ter levado os filhotes para local desconhecido, o que nos causou alguma apreensão.  Dias depois descobrimos que se tinha escondido num recanto abrigado mas escondido do jardim.
Lá a conseguimos convencer a que o melhor local para criar a sua prole era a que tínhamos preparado para o efeito.
Tempos passados, já bem criados e anafados, um a um, levaram o seu próprio rumo, por adopção, tendo ficado só uma gatita, a mais doentita, quase sem voz, que ainda hoje está connosco: a “Mia”.

A própria “Riscas”, há coisa de seis meses, desapareceu e já estávamos mentalizados, que definitivamente.

Para nossa surpresa, regressou à base há duas semanas atrás. Só a Zaida é que a consegue convencer a aproximar-se para comer. Já conseguiu dar-lhe a “pílula”. Vamos a ver se não vem por aí mais nenhuma ninhada.

A fotografia que se mostra neste registo foi a possível. Mesmo assim só o consegui fazer através dos vidros da janela da cozinha.

Pode-se acompanhar a história da "riscas" e da sua ninhada, aqui.

E ainda aqui falta o nosso cão "pequinês", um bom cão de guarda, o Tico. Também vai ter direito a foto, claro. Fica para amanhã, que já são quase 4 horas da manhã e, coitado, também tem direito a dormir uma noite descansada, a não ser que se aperceba de algum movimento suspeito. É pequeno mas feroz e valente para estranhos.
-
nb.: podia disfarçar e deixar a imagem de quem tem uma memória prodigiosa e não troca as datas e os factos quando menos se dá por ela. É certo que já eram 4 horas da manhã quando acabei de escrever a narrativa acima.
Só que, pelos vistos, confundi a história da "riscas" com a história da "cinzenta" (outra bela e dramática história com gatos).
A Zaida veio em meu socorro e esclarece tudo, para bem da verdade dos factos, no comentário 3.

@as-nunes

Thursday, December 27, 2012

(7) Divulga Blogs – Google+ (E a vida continua...)


(7) Divulga Blogs – Google+

TANTAS REDES SOCIAIS...
Tão pouco Tempo!...

Credo!
Que confusão!
O Mundo anda louco, à nora, talvez!...

E como a vida pode ser singela...é só fruir o nosso habitat



Snrs. da GOOGLE!
Não me tirem o meu blogue!
O Dispersamente.
Prometo 
que me porto bem
que não digo mal de vcs
que também participo
na GIGANTESCA teia
que estão a criar
o GOOGLE+

Mas, por favor,
Não acabem com o Blogger!...

@as.nunes

Tuesday, December 11, 2012

Concentrado...

composição da minha neta Mafalda 

A Ema e o Ivo aproveitaram a ocasião e ocuparam a minha cadeira da secretária onde tenho o computador...

Monday, September 17, 2012

Paz de espírito


A Ema é que não está nada virada para se meter em confusões.

Ali está ela, atenta, no telhado, em local estratégico, a observar o que se está a passar pelas redondezas!

Quem me dera ter a paz de espírito que ela aparenta! ...

Diz-se por vezes que os animais não falam por lhes faltar capacidade mental. E isso significa: "eles não pensam, e é por isso que não falam".
A questão é que tal como não podemos saber ao certo se as outras pessoas experimentam as coisas do mesmo modo que nós, também não nos podemos surpreender por ainda não sermos capazes de perceber o que se passa na mente dos animais não-humanos.

Em síntese diria que, pelo que conheço da Ema, ela está simplesmente a filosofar...
-
nota: mais sobre gatos
@as-nunes

Friday, February 17, 2012

Gatos mimados: Ema e Ivo

clic para ampliar e ver a totalidade da foto. Experiências com o Picasa; foto em tamanho original (depois de se clicar, diz o Picasa)

Pieguices, não é, Graça?...
@as-nunes

Tuesday, February 14, 2012

Antes que o dia 14 chegue ao fim...


Que rico par de namorados
que eles podiam ser
o Ivo e a Ema, abraçados
@as-nunes 

Saturday, January 28, 2012

A poesia é a vida e meio de intervenção cívica


"Tentei, porém nada fiz...
Muito, da vida, eu já quis.
Já quis... mas não quero mais..."
Cecília Meireles




 Zabeleta, poeta e fadista e Óscar Martins (Dr.), Diretor da Biblioteca no decorrer do 1º encontro de Poetas de 2012.
A Biblioteca tem vindo a disponibilizar aos participantes uma brochura alusiva a cada autor estudado, de grande utilidade pedagógica.
- 
Ao regressarmos a casa a poesia continuava à nossa espera...
A ema e o ivo


nota:
- Também pode ter interesse em apreciar as entradas (3) anteriores
- Pode-se ver um vídeo com um poema de intervenção cívica de Rafael de Castro, um dos poetas do Grupo de Alcanena,  (gravação feita pelo autor do blogue fora das instalações da Biblioteca)

Sunday, January 01, 2012

Este Primeiro de Janeiro de 2012

Hoje é Domingo e o primeiro dia do ano da (des)graça de 2012, a avaliar pelos ensaios já levados a cabo no decorrer do ano de 2011, travagens bruscas no nível de vida dos portugueses, a Europa gaseada de todo, serão ainda os efeitos dos primeiros bombardeamentos de gás mostarda da I Guerra Mundial?


Começámos o dia acordados pelo ribombar dum foguete-petardo, qual terá sido a ideia não sabemos, terá sido para comemorar o fim do 2011, de tão má memória, terá sido para chamar a atenção aos deuses da fortuna para nos darem mais ânimo para enfrentar 2012?

Os nossos gatos, os que estão fora de casa, mas com condições invejáveis, três ao todo, acharam por bem ofertarem-nos os despojos do nosso rouxinol, sobrou a cabeça e algumas penas. Eles próprios, talvez o rapazito, tinham-se encarregado de, por artes e manhas de que só eles é que são capazes, deitarem a gaiola ao chão, a porta abriu-se, o rouxinol escapuliu-se mas não abandonou as redondezas da casa. Acabou por ser apanhado pelos felinos, estava-se mesmo a ver.
O rouxinol, já em liberdade, eu a fotografá-lo no meio dum piricanta com os seus pomes característicos (são comestíveis e considerados dum extraordinário valor medicinal) ainda não sabia que era o que até há pouco tempo estava dentro duma gaiola. No dia seguinte, provavelmente hoje, acabou por ser apanhado pelos gatos que lhe chamaram um figo. Era um rouxinol oriundo do Japão...


Continuam a estralejar foguetes!...
Ainda não ouvi rádio, nem vi TV, nem li jornais, não sei nada do que se passa no mundo, hoje, à hora a que me sentei aqui defronte do monitor do computador, com a ideia de registar a simplicidade fransciscana deste primeiro dia do primeiro ano pós 2011.


Já andei pelo quintal, a ver a horta e o jardim, a ajudar a Zaida em arrumações exteriores, também. E assim irá ser o nosso dia, muito provavelmente...

11h45...12h20 tmg.
- vou fotografar a vista panorâmica aqui em frente, na direcção nascente, mil vezes mirada, mil vezes registada em milhões de pixels!...
- o que é que vai sair deste arrolamento de ocorrências na vida de um casal de suburbanos, já entradotes, mas que querem manter-se activos, física e mentalmente?
A ver vamos!


Acabei de tirar a supra dita fotografia. Não sei se a vou inserir nesta entrada do meu blogue. É mais uma das perspectivas de sempre. Estarei a ficar monótono?
Antes de começar a descer as escadas para o rés-do-chão, passei por uma das estantes da nossa biblioteca e lembrei-me de reler uma passagem do "Diário" de Torga, no ano de 1947, o do meu nascimento, em Viseu, ali à beira do Vouga, serra de S. Macário à vista, S. Pedro do Sul a dois passos. Apeteceu-me. Gosto muito do Torga.
Respiguei isto, escrito em 8 de Janeiro de 1947:
"...
Aqui é preciso aceitar tudo, porque o trigo e joio fazem parte do mesmo corpo, sem possibilidade de separação. Daí, a multiplicidade, partidos, controvérsias, oposição. A uniformidade social é a monotonia de um batatal. E a história perdoa tudo, menos a monotonia.
..."
O que se estará a passar no mundo? Ainda nem sequer passei os olhos pelas notícias on-line.


Mais um foguete!... Deve ser para recordar os mais distraídos que já mudámos de ano de calendário!


12h50 tmg................................................................... já cá volto
(é possível que, enquanto em edição, pelo menos, algumas gralhas pousem por aqui...espero que só temporariamente...
E mais, ainda temos a questão do Novo Acordo Ortográfico; obrigado, Alda, pela sua sugestão de não me preocupar com esse acordo(des).
-
Já são 18h45m, noite cerrada. Continuo sem saber nada do que se passa por esse mundo fora. Estarei a perder alguma informação relevante? Algo que possa vir a contribuir para a melhoria da nossa vida? Os chineses já compraram mais algum pedaço de Portugal? 


Entretanto, cá temos passado o dia em trabalhos de manutenção da casa. Um pouco a contragosto, que me apetecia começar o novo ano nas calmas, acabei por passar o dia às voltas com um berbequim, chaves de fenda, martelo, alicate, parafusos, prateleiras, alguns trabalhos na minha oficina, uma parafernália de todo o tipo de material e ferramentas acumuladas ao longo de várias décadas de vida.  


Finalmente dou por terminado este apontamento, por ora. Deixa-me lá dar uma espreitadela pela janela dos noticiários da rádio e tv.
Antes, vou ver o que se anda por aí a badalar na net.


Mais foguetes! Tem sido isto toda a tarde, aqui pela zona do Vale do Lis, a nascente a meia dúzia de passos. Nem sei para quê, talvez para espantar os espíritos ruins que nos andam a acenar com sombras esquisitas moldadas em silhuetas indefinidas!...


Ora então vamos a ele, ao 2012!
Que venha em paz!
Que venha com menos egoísmos!
Que os governantes da Europa e do resto do mundo assumam um genuíno compromisso de honra em como vão defender a qualidade de vida dos cidadãos!


@asnunes  

Wednesday, December 21, 2011

Gosto de ti...


Do lado de cá, o Ivo; do lado de lá, a Mia...


Porque gosto de ti...


Gosto de ti, porque és a simpatia
Dos entes raros e idealizados
E porque  tens a invulgar magia
Que conforta os que à Dor são condenados.


Gosto de ti, porque és a luz dum dia
Ameno, sem orgias nem pecados,
Luz que suaviza, acalma e acaricia
Meus dias penumbrentos, macerados!


Gosto de ti, porque há no teu olhar
A doce placidez dum lindo olhar
Onde flutuam pétalas de amor!...


Gosto de ti, porque a tua alma sã
Lembra um canto sublime de Chopin
Que nos transporta a um Mundo Superior!...

(Encontrei este soneto num livro, ed. de 1958, Lourenço Marques
Sombras, poemas por Anunciação Prudente)
@asnunes

Friday, December 09, 2011

A EMA


Em pose
olhar indeterminado
mas atento
estás à espera de quê?
interroga-me ela?


flap...
eis a Ema, 
toda catita,
com pinta...

(entretanto, as cimeiras da UE continuam a dar em águas de bacalhau)
@asnunes


Sunday, November 13, 2011

O rapazito, um gato bravo




Quem diria, o «rapazito», com este seu ar de carneiro mal morto, é um gato duma bravura, que atinge, por vezes, as raias da loucura!

Sim, senhoras e senhores!

Estava-se a preparar uma chuvada das antigas, como se pode adivinhar pela foto superior, tirada aqui de cima do alto dos Lourais, na freguesia da Barreira. O que vale é que a água segue direitinha, a alta velocidade, rua abaixo, para o rio Lis.

Que não chova neste ritmo e com esta violência, como aconteceu hoje, durante muito tempo, quando não ainda o viaduto sobre o vale do Lis (IC36) acaba por ir água abaixo!

É que o rio Lis corre mansamente, romanticamente, por entre ulmeiros, salgueiros, freixos e choupos enquanto não é provocado. Quando a chuva é muita e cai forte tembém o Lis se pode tornar bruto que nem 7 carradas de mato!
@as-nunes

Tuesday, August 23, 2011

A Ema e o molenga


Bem me queria sentar para dar uma volta nuns papéis que estavam amontoados em cima da minha secretária!


Porém:


1- a vontade não era muita;
2- a Ema lá estava toda refastelada no recosto da cadeira, tão bem estacionada, que até era uma dor de alma, afastá-la do seu poiso.


Pensando melhor, vou deixá-la sossegada e continuar, molengão, só mais um bocadinho!...


Há dias assim...
@as-nunes
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Saturday, June 04, 2011

"FMI" fez hoje um mês


O "FMI" aí está, faz um mês de vida, hoje.
O nome não será lá muito simpático para ser dado a um gato, mas a atmosfera que se vivia nessa altura, as aventuras que vivemos cá em casa, a acompanhar todas as atribulações do aparecimento e desaparecimento de uma ninhada de quatro gatos, levaram-me a chamar-lhe aquele nome...que irá acabar por se transformar em EFEMI, mais soft.


Daquela ninhada sobreviveram dois: este, o EFEMI e outro/a MIA.


A mãe, a "Riscas" tem-se portado lindamente. Mas continua muito dersconfiada, cada vez menos, parece. Pudera, a ser tratada com todos os desvelos, de admirar seria o contrário.


É justo mostrar-se o "Rapazito", qual guardião, que muito tem contribuído para a sua sobrevivência, em lutas constantes com os gatos estranhos que aqui aportam com frequência. Provavelmente, os dois que desapareceram foram levados por esses intrusos.


(vou ver o Futebol...acabei de ouvir o Presidente da República a apelar ao voto para amanhã...
O Hino Nacional, na rádio,  antes de começar o jogo...emocionou-me.)


Amanhã é dia de Eleições! 
Para quê?!...
-
http://dispersamente.blogspot.com/search/label/ninhada%20gatos
Posts anteriores sobre o tema.
-
E mais no GATIMANHOS!


@as-nunes
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Tuesday, May 17, 2011

Luta pela sobrevivência

(1)

(2)

(4)


(4)
Vou ser breve, que estou a registar esta entrada no blogue e a pensar em como a vida tem momentos em que nos põe a pensar no grande mistério que ela própria encerra...


Há dias deixei aqui a certidão de registo de nascimento duma ninhada de gatos. Filhos da "Riscas". Nasceram quatro. Já só estão vivos dois.


1 - A "Riscas" decidiu, numa noite, que era altura de mudar de casa com os seus filhotes. Instalou-se, subrepticiamente, num recanto do jardim, no meio duns cactos, à sombra. Era num daqueles dias de muito Sol e algum calor; 
(sem sabermos bem porquê, dois dias depois, mudou de sítio, foi para o fundo do jardim, noutro recanto escondido);


2 - No dia seguinte voltou a fazê-lo, instalou-se num canteiro, tentando dissimular-se no meio duns arbustos, atrás dos restos duma pá, que estava por ali a resguardar a saída de água;


3 - Começou a chover e ela voltou a mudar de sítio. Foi para uma arrecadação onde temos as botijas de gás. Colocou os seus filhotes num cantinho, por trás duma dessas botijas. Ficaram abrigados da chuva e estariam resguardados, pensávamos nós. A "Riscas" continuava muito independente e fazia tudo para nos despistar. Continua muito fugidia.


4 - Qual não foi o nosso espanto, quando, hoje, ao sairmos da cozinha para irmos ao exterior, nas traseiras da casa, deparámos com dois gatinhos, em cima do tapete da entrada. A "Riscas" também lá estava. Quando abrimos a porta, ela afastou-se, mas ficou por ali a observar.
Tinha acabado de cair um aguaceiro tremendo, nesta zona, com relâmpagos, trovoada, chuva e vento intensos.


Acabámos por arranjar uma cama de emergência para os gatitos sobreviventes da ninhada. É que andávamos a tentar conciliar a independência da gata com o nosso interesse em colaborar com a Natureza.


Ficámos comovidos com o facto de a gata, apesar de todo o seu feitio estranho, ter discernido que estaria em segurança se nos pedisse ajuda.


Assim estamos a fazer. A ver vamos o que nos reserva o dia de amanhã...


-
Entretanto, também estamos preocupadíssimos com a nossa neta Mafalda. Apareceu a queixar-se de uns inchaços nos pés, já foi ao médico de serviço no Centro de Saúde da nossa zona, também já foi vista por uma médica da família. Temos estado em contacto com a nossa filha, ela também sem saber bem o que fazer. Os médicos parece que não conseguem decidir da origem daquele inchaço.
Antibiótico para começar?!...
É que, entretanto, parece que, recentemente, houve um outro caso muito semelhante (que durou 8 dias, mas já está quase boa) com uma pessoa das relações muito directas da Mafalda.


Estamos preocupados...
Mas temos esperança que amanhã seja um dia mais ameno e animoso!...
@as-nunes
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Thursday, May 05, 2011

Cerejas dos Lourais

Estava distraído a observar a "Riscas", atenta aos nossos movimentos, naquele recanto do jardim onde tem os seus filhotes.

Olhei na direcção da Cerejeira, há já uns dias, talvez uma semana, que não a mirava. Apresentou-se com os seus frutos, já a encherem-se de cor, ruborizados talvez pela minha surpresa.
Já?!...


Em Fevereiro, talvez, fui apreciar uma exposição de desenhos de Carmo Pólvora, nas antigas instalações do Banco de Portugal, em Leiria. Fiquei a saber que esta ilustre Leiriense tem desenhos seus a ilustrar o livro de Poesia "Cerejas - Poemas de Amor - de autores portugueses contemporâneos", Ed. Tágide e da Câmara Municipal do Fundão, 2004.
-


A cereja


A cereja começou por uma flor
branca e singela
.... (talvez tenha começado um mês antes,
.... num dia em que o cerdeiro surpreendeu
.... na sua própria carne mil ânsias e tremores
.... de renascer...
...................... Isto foi
.... na primavera, antes de o sol ser rei.)
...


Fez-se maior: um fruto claro,
pequeno planeta límpido e sereno.
Rosado
e logo após rubro, da sede de entregar-se,
piscou o olho aos estorninhos,
aos tentilhões.
...


Está só. Encarquilhada, unútil,
recusada de melros e pardais,
a cereja lentamente se enrola sobre si
e morre.


assim poetiza A.M. Pires Cabral
a contar a vida possível duma cereja, daquelas mais difíceis de colher, escondidas dos olhares, provavelmente.
-
http://dispersamente.blogspot.com/search/label/cerejeiras (pode-se acompanhar a saga duma cerejeira desde o princípio deste ano).
@as-nunes 
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Saturday, April 02, 2011

Antes um pintassilgo a fugir da Ema que Portugal às ordens do FMI

clic para ampliar e gozar o espectáculo. Parece que o FMI ainda não pensou  em cobrar uma comissão especial para estes shows!

No more coments!..  
Sorry «Finantial Times».
@as-nunes

Sunday, March 20, 2011

Olhar e Ver Poesia...

Uma ameixoeira em flor
Atracção melosa duma abelha
Um lindo dia de calor
A ameixa virá amarela

(...)

Por fim, talvez o encontremos a espreitar

de um telhado;

(...)

Nuno Júdice

Inesperadamente
calmamente
a primeira flor
da cerejeira
irrompe do torpor
desta maneira

@as-nunes
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Monday, November 15, 2010

Miscelânea de emoções



Já tenho idade para ter juízo. 
Ando/amos muito inquietos, mas a verdade é que estamos nas mãos dos nossos mandatários, a quem delegámos, através do voto, a autoridade de governar os destinos de Portugal, a bem de todos.
Claro que, entretanto, acabamos por perceber que esta procuração que outorgamos, periodicamente, é uma assinatura numa folha em branco...assim tem sido. 
Bem sabemos que esta situação é revogável.
Temos políticos à altura das circunstâncias? Eis a questão!


Sinto-me em estado de alerta máximo!...
O que vem por aí?
-
O monte que vêm na foto chama-se o da Maúnça. Desde os tempos mais antigos da aviação que aquela relevância geológica serve de ponto de referência para os aviões que levantam voo da Base Aérea de Monte Real. Claro, hoje em dia, aquele monte já é praticamente irrelevante para orientar a navegação aérea, dadas as ultra-sofisticadas teconologias utilizadas pelas aoronaves, mesmo as civis e de uso particular (ainda há quem tenha posses para usufruir dessas prerrogativas!).
Esta foto é de um deste dias, ao cair da tarde.
-
Os meus gatos (quer dizer da Zaida, que é quem cuida deles com todo o esmero, eu limito-me a gostar e brincar com os bichanos, quando estou para aí virado), estão na janela virada para aquele monte, o da Maúnça, mas naquele preciso momento, estavam com a atenção muito concentrada noutra coisa, que não a paisagem.
-
E cá voltamos ao mesmo. A Democracia obriga-nos a andar quase todos os anos em campanhas eleitorais. Agora aí temos as Presidenciais. E os problemas reais do País? E as medidas anti-populares que estão a ser tomadas para tapar os buracos orçamentais que se deixaram aprofundar ao longo destas últimas décadas?

Bolas! Já começo a ficar desorientado com tanta informação e desinformação no que respeita às contas públicas portuguesas, entrelaçadas para o pior com as da Grécia, agora da Irlanda e já na calha as da Espanha!
Será que em Portugal tudo o que se passa connosco é mau? Está mal feito? Não há nenhuma medida que se possa justificar em nome dos supremos interesses da Nação?
Pois, que Nação? Que portugueses? A sociedade portuguesa está demasiado estratificada! Sempre esteve, diga-se, em abono da verdade!

Já se anda por aí a vociferar que o melhor é sairmos da zona Euro. Agora?!...

Precisamos é de um Governo de Salvação Nacional, já!
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