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Friday, August 31, 2012

O Rafael na Igreja de S. Francisco do Monte - Orgens - Viseu

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O meu sobrinho-neto Rafael Luís no decorrer do seu batizado na Igreja Matriz do Convento de S. Francisco do Monte, em Orgens - Viseu.

Já viram o à-vontade com que o Rafael encarou a situação?
E o padre não lhe ficou atrás, honra lhe seja feita!
@as-nunes

Sunday, August 26, 2012

Um garnizé feito rei !


Um garnizé feito rei

Num dia de Março ido
Nasceu aqui nos Lourais
Um pinto lindo, fofinho
Cinco centímetros, não mais.

Foi crescendo, emplumando
Doze irmãozitos por pé
Foi ganhando colorido
Mas que lindo garnizé !

Num belo dia de Agosto
De viagem pr´a Viseu
Levei o galo comigo
De presente a um irmão meu.

E pronto, lá ficou ele
Contente que nem eu sei !
Num harém com seis galinhas
Um garnizé feito rei !

 Zaida Paiva Nunes
-
Em tempo:
Este garnizé mal lhe demos asas voou parecia um jato. E logo ali nos veio à mente certos garnizés que por aí pululam, que mal lobrigam um galho lá no alto, ali vão eles diretos ao poleiro.
Para os tirar do poleiro é que é o bom e o bonito. Não arredam pé nem à paulada, que dali têm mais à vista a paparoca. E ai dos outros galináceos que frequentam o mesmo galinheiro, levam bicada de criar bicho, fiquem quietinhos que pode ser que ainda sobrem uns restos para sobreviverem, que também não convém que morram, senão mandavam em quem?
@as-nunes

Sunday, April 08, 2012

Cristo Ressuscitou...


A sua voz estridente
Todas as notas
conseguia alcançar
No fundo do povo
a minha mãe contente
Era ouvi-la a cantar...


Já o nosso redentor 
Ressuscitou, ressuscitou
Ressuscitou
Como disse Aleluia
...
Estas imagens reportam-se aos anos 50, a aldeia cheia de movimento, de vida, o chão à soleira das portas atapetado com as plantas e flores da época, as famílias a juntarem-se, algumas dezenas de membros, a minha avó Neves, 
(olá Nevitas; é a minha prima que está no Brasil e gosta de andar pelo Facebook, beijinhos a toda a tua prole Brasileira) 
as minhas tias Céu, Judite, ... os meus tios por parte do meu pai, o meu padrinho Serafim 
(onde estás, padrinho? não acredito que estejas naquele sítio aquartelado a que chamam cemitério, apesar de lá ter sido depositado o teu corpo, ainda não há muito tempo)
- toma lá 20 escudos, é o teu folar
o Casal da minha meninice, ainda envolto na áurea mítica da minha terra, das minhas raízes, dos carros de bois a chiar, 
- anda lá, Ramalha, raios de partam, Castanha
, o meu tio Ramalho a arengar, dos caminhos cheios de regos e pedras com os sulcos feitos pelo tempo e água das chuvadas e pelas rodas protegidas com anilhas de ferro forjado, entre os campos, delimitados por muros baixos de pedra da serra.


A minha mãe, Encarnação, toda devota dos santos e Santíssimos Deus Pai, Deus Filho e Espírito Santo, um sonho irrealizado, que era eu vir a ser padre, que conseguiu a proeza de criar 5 filhos (amigos como deve ser),  4 afastados uns dos outros, no tempo, 2 anos, hoje a escada será mais ou menos assim, eu com 65, a Lourdes com 63, a Sildina com 61, o Victor com 59 (vai fazer 59 no mês...) e, já fora de controlo, a Isabelita, 18 anos mais nova que eu, prof. dra. na Universidade de Coimbra, uma sumidade, não se deixem convencer com o seu ar e modos de menina tímida, ela própria já com duas filhas médicas, notas a rebentar a escala...
...
Depois conto isto tudo e muito mais quando escrever as minhas memórias, é que assim, num repente, fica muita coisa de fora, muita gente, muitos acontecimentos, muita saudade!...
...
(antes de revisto; escrito com o coração e a emoção do momento)
@as-nunes

Monday, March 19, 2012

Jardim do Victor e da Teresa, em Orgens, Viseu

Depois do almoço de aniversário do pai Daniel, fomos até casa do meu irmão Victor.
À entrada deparei-me, do outro lado da rua, mato em bruto, a Natureza nua e crua, com as primeiras giestas brancas deste ano. Em fundo, o tojo em flor.

E estas magníficas magnólias? 

E este arbusto (tenho que consultar a minha enciclopédia, que agora não me lembro do nome)? 

Estas camélias são as clássicas cá da terra, mas estão muito bonitas, dignas de se repousar nelas o olhar e o pensamento!

Flores de Cerejeira.

 Ex aequo com uma composição anterior.
O entardecer, para poente, na direção das Serras do Caramulo e das de Arada, Gralheira, Montemuro (lá para os lados de S. Pedro do Sul e Paiva), estava farrusco, mas a mescla de cinza com branco em laivos de azul  transmitia muita fantasia poética, também nostalgia àquele belíssimo e eterno horizonte beirão.
@as-nunes    
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Olá pai, com que então comemorou ontem 88 anos?



O meu pai, Daniel ,  ontem, no dia da comemoração do seu 88º aniversário. Oficialmente nasceu em 13 de Março de 1924.
Hoje (dia do pai), já sei que está na mesma, em forma...


Alguns membros que compõem a sua família, os filhos (António, Lourdes, Sildina, Vitor, Isabel), noras e genros, netos e bisnetos.


As irmãs (Judite e Céu) e o seu cunhado Maia também estavam presentes no Restaurante ...Sol, entre Travanca de Bodiosa e Oliveira de Baixo (na estrada que liga Viseu a S. Pedro do Sul). 
Serviço simples, prático, económico q.b. e simpatia.
O dia estava de Sol, algum frio, não tanto como seria natural para esta altura do ano em Viseu.   

Mais um excecional dia de convívio familiar, como só o meu pai é capaz de proporcionar, por altura do seu aniversário, há já muitos anos a esta parte.
Claro,  não esquecendo os casamentos e batizados na família.
E os funerais, que também fazem parte da vida…

Tuesday, February 21, 2012

Sol poente a nascer



Poeta, eu sou
mesmo sem saber
usar as palavras
mais apropriadas
dando a ideia
daquilo que não quero ser
nem sequer parecer

Por isso
quero declarar
que não estou a dizer
aquilo que na fotografia
deixei transparecer

Quero continuar
a lutar
a viver
sem desfalecer

Quero...
Veremos se consigo!

António S Nunes 
@as-nunes

Thursday, July 22, 2010

Praia do Pedrógão - Leiria: Um mar e um ar e um areal de sonho!...

Ei-lo, o Mar do Pedrógão! Num dos primeiros dias de Junho de 2010!...
A Mafalda!...Sintonia perfeita de vários elementos da Natureza!...
Ena, que grande decepção! Não trouxe os calções de banho!...

Será que vem aí um fim-de-semana porreirinho para ir à Praia do Pedrógão?
Em princípio de Junho o tempo estava assim.Temperatura amena, água tépida, condições de mar excelentes...
Só que fomos apanhados de surpresa e não íamos preparados...
Fomos para o mar, com roupa e tudo. Resultado. Uma molha.

Mesmo assim.

Mas que bem que soube andar a brincar com o Mar!...
A trocar olhares com o infinito horizonte marítimo para Ocidente!...
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Friday, December 26, 2008

Recantos de família


Um recanto familiar.
1- aguarela da casa da família Paiva. Pintura recente.
2 - os dois diplomas são datados de 5 de Dezembro de 1859 e de 13 de Janeiro de 1903. Foram ambos passados pela Universidade de Coimbra, Faculdade de Farmácia. Os diplomados exerceram o seu mister nesta farmácia - PHARMÁCIA DE LEONARDO DA GUARDA E PAIVA tal como se pode observar em inúmeras fotografias tiradas por milhares de turistas de todo o Mundo. O próprio Eça de Queiroz imortalizou esta farmácia no seu romance "O Crime do Padre Amaro". Era a "botica do Carlos", um centro de reunião e cavaqueira da sociedade leiriense(1);
3 - Moldura que encaixilha uma composição de poemas de Acácio de Paiva, lídimo representante da poesia naturalista e romântica, nasceu nesta casa em 14-4-1863 (2);
4 - A estatueta de Santo António tinha que ter lugar num recanto tão significativo, não só pelas suas ligações a Leiria, basta falar do local onde existiu a Ermida de Sto. António do Carrascal, aqui em Leiria e ao facto de nos nomes portugueses sobressair o António;

-
1) Ver "José Teles de Almeida Paiva - Uma Vida, Uma Época, Uma Cidade - 1917.1994" ed. de 2004, autores António Nunes e Zaida Paiva Nunes.
2) Ver "Acácio de Paiva - Insigne Poeta Leiriense" - Poemas. ed. da Câmara Municipal de Leiria, 1988; em preparação:"Acácio de Paiva - Uma vida e uma obra de referência para Leiria" de António Nunes.
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Friday, November 07, 2008

Falta de diálogo familiar

Realizou-se recentemente em Leiria uma conferência subordinada ao tema: “Educação na era digital”.
Não tive oportunidade de estar presente, como gostaria, mas suscitou-me muito interesse e alguma preocupação o alerta lançado pelo psicólogo Leiriense, João Lázaro, ao concluir que apesar de mais informação, as famílias falam cada vez menos. Até podem comunicar regularmente utilizando a tecnologia, cada vez mais sofisticada, que temos à nossa disposição, mas a verdade é que usam as palavras de viva voz, face a face, cada vez menos.
No âmbito deste tema fundamental, João Lázaro apelou a que não se confunda o acesso à inteligência artificial com o saber trabalhar com a informação daí retirada. E esta constatação está bem à vista, particularmente no meio juvenil e nos adolescentes que, no seu vocabulário estão a utilizar cada vez menos palavras, quantas vezes meras abreviaturas em código que os mais velhos nem conseguem entender. A língua portuguesa tem cerca de 65.000 palavras e o que se constata no dia a dia? Os canais de televisão não usam senão 2.000 palavras e as pessoas comuns, no relacionamento entre si, utilizam um vocabulário que não excede as 700 palavras.
“Uma pessoa só consegue pensar se tiver palavras e se, face a um sentimento mau, não conseguir verbalizar, o mais certo é o pensamento passar a um mau acto”.
Há que regressarmos urgentemente ao humanismo, a começar no relacionamento familiar.
Estamos a correr o risco sério de perdermos a noção de território familiar, o que não vai contribuir em nada para uma vida mais social e feliz, com toda a certeza. Os exemplos negativos resultantes desta perda da noção de comunidade (originada em muito pela deslocação de pessoas para as periferias das cidades) são bem visíveis. Veja-se o que se está a passar com as chamadas urbanizações que nascem como cogumelos nos meios rurais adjacentes às cidades. Os resultados da falta de integração numa comunidade com afinidades criadas por laços familiares e de vivência comum são assustadores.
O papel dos avós na boa harmonia duma família, particularmente na fase em que há filhos de tenra idade, não pode ser relegado para um terceiro plano, como está a acontecer, apesar de já se estar a provar a necessidade da sua participação activa.
Se não arrepiarmos caminho rapidamente as novas tecnologias podem agravar as já, demasiadas vezes, tensas relações na base da pirâmide social: as famílias.
Não podemos olvidar que o “Homem é um ser eminentemente social”…

Thursday, September 20, 2007

Olhar a Vida. Ela aí está perante nós.

As bagas dum pilriteiro. Na encosta Nascente do morro do Castelo de Leiria. E eu que andei, há um ano atrás todo baralhado para identificar esta planta. O amigo Augusto Mota deu-me as dicas necessárias e agora não falho. Quando vejo um Pilriteiro, mesmo que não esteja em flor ou com fruto identifico-o com a maior das facilidades.

O Outono aí está ele, mesmo aqui ao nosso lado. Pela temperatura do ar nem parece. Imagem captada quem desce a Rua Cónego Sebastião da Costa Brites (1885-1948). Do lado esquerdo, a tília de que vos tenho falado nos últimos posts (Largo da Sé), com as folhas ali mesmo à mão. Já matizada, a preparar-se para o rodopio outonal que julgamos adivinhar.
Isto de previsões do tempo e das estações do ano já não é como antigamente...

Ainda não consegui tomar conhecimento do nome destas flores. Crescem nas paredes dos muros à antiga, na cidade. Continuamos na rua atrás referida. Vinha eu das Finanças, 2º Serviço, na Rua de S. Francisco e seguia para o Largo da Sé, para o edifício da "Pharmácia Paiva" onde ia almoçar em família. O dia estava lindo...ainda que os meteorogistas nos andassem a ameaçar com borrascas para a tarde.

Quem diria?!...
(A pensar na Inês (mãe, minha filha), na Mafalda e no Guilherme...e na Zaida, mãe e avó. Beijinhos e coragem. A vida é bela mesmo quando alguém põe pauzinhos na engrenagem).

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Sunday, September 16, 2007

A Família - o principal pilar da Vida

O Ocidente, disse o Dalai Lama, descobriu os segredos do progresso material. Mas com o preço de um «vazio» que separa as pessoas da «felicidade» que não pode ser preenchido por nenhum tipo de solução técnica. O «stress, a solidão, a depressão» são os sintomas da «negligência» a que têm sido votados os «valores interiores», diagnosticou.
A perda de influência da religião e a desintegração dos núcleos familiares foram apontados como desagregadores de uma «educação» que levava as pessoas a estarem mais próximas da vida interior e como causadores da erosão que sofreu o «sentido da compaixão» - a palavra mais escutada da tarde.
Para o líder espiritual, a «compaixão», no seu sentido de «preocupação genuína pelos outros» é a resposta para uma vida que tem a felicidade como meta. «Mas isto é algo que exige treino» e uma educação para uma «ética secular», não no sentido de excluir as religiões, mas de incluir também os que não acreditam, defendeu.
(Texto in "PortugalDiário" de 16/09/2007)
A Vida só tem sentido se cada um de nós meditar em torno da sua felicidade sem excluir a dos outros.
Mas cima de tudo, penso e tenho como garantido: "A Família é o principal pilar da VIDA".

Friday, December 08, 2006

Uma tarde em família

Hoje, dia tempestuoso, chuvoso, ventoso e gélido,

resolvemos, eu e a Zaida, ir até ao Pedrógão, passar uma tarde em família. Com o Zé Paiva, a Fátima e a Ana Paiva, não sabíamos se estaria mais alguém. E estavam, confirmámos. Para começar, a Nina encarregou-se de nos chamar a devida atenção para a sua presença.



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O Toino Prestes, esse grande amigo de longa data, daqueles que nós vemos a envelhecer connosco, os anos a passarem céleres, os robalos a fazerem-nos caretas (muito mais a mim, que sou menos persistente e muito menos sabedor da arte de bem pescar à linha...ah e o Zé a fazer kilómetros, praia acima, em direcção ao Norte, a corricar...etc etc) também se fez presente, bem assim como a Sofia e os pais. Ao fim do dia, acabámos a jantar uma chanfana à moda da Sofia, que estava uma delícia. Ora digam lá que não. E não se mostra o prato todo, não vá por aí alguém descobrir o segredo da receita!