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Tuesday, October 23, 2012

Há vida para além do Défice

Andreus, Cumeira, freguesia da Barreira - Leiria - Portugal. Uma das freguesias a agrupar, segundo o projeto de reorganização administrativa do Governo.

Mesmo que a figueira não volte a florir,
mesmo que não haja
nem sequer um cacho nos ramos da vinha,
mesmo que as oliveiras mintam
na sua promessa de fruto
e que os campos não voltem a produzir
nem sequer um cardo;
mesmo até que o galo tenha morrido
e se achem vazios todos os estábulos,
mesmo assim, eu quero exultar no Senhor,
achar a minha alegria no Deus que me salva.
O Senhor meu Deus é a minha força,
aquele que torna os meus pés iguais aos das gazelas
e me faz caminhar até às alturas.


HABACUC
Profeta caldeu que terá vivido no séc. VII ou VI a.C.. O texto que
aqui se apresenta é conhecido como O Cântico de Habacuc.

in
Os Herdeiros do Vento
Antologia Apócrifa
JOAQUIM PESSOA
bib. az-biblioteca #1831

Thursday, August 16, 2012

A Vida não pode ser um Inferno!...

Nascente a olhar dos Lourais, Barreira, Leiria, hoje...

Que o dia seja bom para todos!
@as-nunes

Saturday, March 12, 2011

A Vida é bela, o Homem é que dá cabo dela!

(clic para ampliar)

Será que não somos capazes de organizar a vida do Homem em harmonia com a Natureza?


gerações
à rasca
manifestações

Primavera

flores
renascer
ronronar
horizonte
choupos
bosque
nuvens
brancas
sol
luz
céu azul


sim à Primavera
sim ao Amor
sim à Solidariedade


não ao egoísmo
não ao rancor
não à crueldade


Sim à Vida!...


©as-nunes
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Tuesday, December 21, 2010

Já não há estrelas no Céu?!


Quero acreditar que sim
que ainda há estrelas no Céu.
E que aquelas, além,
mais brilhantes,
nos vão indicar
um rumo certo
para Portugal,
para a Europa,
para o Mundo.
Um melro, aparentemente recém-saído do ninho, andava, nestes dias, pelo quintal/jardim, descontraído, os gatos de atalaia, a objectiva da minha máquina captou-o, neste momento preciso!...
- Boas Festas, 
meus amigos, 
quem quer que sejam, 
onde quer que estejam!...
-
12h33 22DEZ2010
Em edição intermitente durante esta época Natalícia...
****
 **  15h44
In

Blogue do "Clube dos Pensadores", comentário que, talvez inspirado no ar que se respira nesta quadra Natalícia, ao mesmo tempo, carregada de expectativas pessimistas, lá deixei escrito.




Com muita vontade de participar num esforço colectivo para ultrapassarmos este ciclo complicado da nossa existência como Portugueses.



_

Blogger as-nunes disse...


Caro Joaquim Jorge
Caros amigos e companheiros de jornada aqui no CdP

Gostei desta reflexão, JJ, de improviso nem precisa de confirmar, que as ideias e os sentimentos expressos, quase que se vêm a sair do pensamento, quais fluxos etéreos, ao mesmo tempo, terrenos, neste Mundo cruel, extenuado, desanimado, velho?! caquético?!
Parece que estou a ver os manifestantes na Grécia! Todos os dias, quase exangues (pareceu-me ter percebido essa sensação pela voz dum repórter da Rádio), lá andam aquelas almas a penar pelo descontrolo dos últimos anos dos seus Governos. Será só problema dos Governos? Cada um de nós não tem culpas no cartório? Claro que temos. E muitas!

O problema da sociedade ainda mais se agudiza nesta época do ano. Queiramos ou não, a verdade é que nesta altura, parece que se avolumam os sentimentos de que o Homem devia conseguir uma vida de mais harmonia, de mais equidade, de mais fraternidade.
Pelo simbolismo do facto histórico que se comemora nesta altura do ano. Quantos de nós é que acabamos por nos animar uns aos outros ao participarmos de toda e enfabulização com que emolduramos estas "Festas de Natal"?

Seria ideal não termos que nos socorrer destas datas de calendário para exteriorizarmos toda esta necessidade de afectos que sentimos pelo e do nosso semelhante!
Seria, sem dúvida! Então porque é que não somos capazes de nos comportar sem egoísmos, sem rancores, em Paz? Porque é que, mesmo com a vinda do Messias à Terra, continuamos a "pecar", cada vez mais refinadamente, satanicamente?! Porquê, meu Deus?

Quando um homem se põe a pensar, divaga, divaga...e tudo fica na mesma!
Que círculo vicioso é este em que estamos inexoravelmente enredados?
Estaremos mesmo?!...

PAZ, AMOR, SOLIDARIEDADE
Que belas palavras para exprimir os sentimentos que nos deviam nortear em todas as circunstâncias da nossa vida em comum.
Que não só nestes dias de NATAL!

Com os meus melhores votos de que passem esta quadra «Festiva» com saúde, com alegria, com Esperança de que seremos capazes de melhorar a qualidade da vida na Terra!...

António Nunes
Terça-feira, Dezembro 21, 2010 12:21:00 PM

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Monday, November 01, 2010

A úlima morada


Cemitério de Sto. António do Carrascal - Leiria, hoje
Ainda que só amanhã é que seja o Dia («oficial») dos Fiéis Defuntos
In extremis, ao findar do dia de hoje, 1 de Novembro de 2010

A última morada



Chamam-lhe a última morada...


Lugar mórbido,
Lugar sinistro...


Flores e velas, para quê?
Para quem?
Por uma recordação?
Por pó?
Por nada?


Porquê a última morada?


O que é eterno,
Subiu à Eternidade.


O que é da terra,
Morreu, já não existe.


De quem a última morada?
De quem?
Se aqui já não há nada!

1/11/2007
Zaida Paiva Nunes
in "Talvez" - ed. Folheto 2008

-
Mesmo assim, lá fomos, eu e a Zaida, cumprir o ritual de deixar flores na campa do meu sogro, que morreu e foi enterrado em 1994...
Em tempo, nós, também, fizémos questão de lhe prestar uma homenagem que julgamos merecida, escrevendo o livro "José Teles de Almeida Paiva - 1917-1994 - Uma Vida, Uma Época, Uma Cidade", Ed. Folheto - Leiria.
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Friday, September 17, 2010

MIL POSTS!...

Foi em 16 de Março de 2006 que iniciei o "Dispersamente".
Mil posts depois e olhando para trás, penso que o resultado é verdadeiramente positivo. Talvez tenha dado mil opiniões; talvez tenha recebido mil críticas; talvez tenha feito mil amigos; talvez, até, mil inimigos. 
Mas, volto a repetir: o resultado foi positivo. Por mil razões. Aprendi tanto, reavivei tantos, tão bons e úteis conhecimentos; partilhei a mais variada informação; conheci tão bons amigos!...
Vou continuar. Não sei se por mais mil posts. Mas vou continuar. Que não me falte a coragem. Que me não desencante com as mil e uma coisas que a vida ainda me reserva. Dia após dia.


Mil vezes obrigado a todos quantos me têm acompanhado ao longo dos meus mil posts ...
 (O Sole mio - Pavarotti)

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Monday, August 02, 2010

A sombra


A Sombra

É como me sinto
Uma sombra
ensombrada
pelo tempo
que passa
sem tempo

Uma sombra
assombrada
pelo tempo
fugidio
descrente
no fundo do rio
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Saturday, November 07, 2009

Quem nos faz como somos?



Comprei há tempos um livro com este título, de J.L. Pio Abreu.

O título seduziu-me e, depois de desfolhar as suas páginas, pensei que ia gostar de as ler para aprender algo mais sobre mim e os outros, meus semelhantes.
O tempo entretanto, corre tão rapidamente, que já decorreram dois anos.
Só agora é que me decidi a lê-lo com mais atenção.

Hoje, por exemplo, li e reli um capítulo que nos explica como é que o corpo humano assume a forma masculina ou feminina.
Pode concluir-se (?) que tudo se resume, duma forma básica, ao resultado da permanente luta entre dois cromossomas, o X e o Y, sendo que o X é muito mais forte que o Y. O cromossoma X determina que um corpo humano será feminino, pelo que se pode antever que, em consequência, acabam por nascer muito mais mulheres que homens.


E mesmo assim, para que o genoma possa transformar um corpo em masculino, foi necessário que o cromossoma Y se dissimulasse de forma a resistir aos ataques poderosíssimos do seu co-habitante do corpo humano, concentrando-se num dos seus genes, o SRY, transformando-se, assim, no cromossoma XY, esse sim com força bastante para vencer a luta contra o cromossoma X.
Só assim é que o homem vê a luz do dia.


Por ser macho este cromossoma apenas pode sobreviver e preservar a sua identidade transmitindo os seus genes ao corpo duma mulher. Para que essa transmissão ocorra são necessários centenas de milhões de gâmetas, uns com o Y, outros com o X.


Como consequência das dificuldades de êxito dessa transmissão se processar de forma a se conseguir o cromossoma XY, a Natureza dotou o Homem e a Mulher de uma incomensurável força de atracção entre si.


É assim que o Homem tem sobrevivido através dos tempos. Mas também porque o corpo masculino foi dotado duma arma poderosíssima, a testosterona, a hormona que determina toda a impetuosidade do homem, para o bem e para o mal.


Poder-se-á inferir desta breve introdução que é como resultado de toda a violência, impaciência e actividade do homem, induzidas pela testosterona, que o Homem ainda não sucumbiu?


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