Vim à rua (não me vou embora definitivamente tão depressa, ai não, não), era já noite cerrada, o relógio da Torre Sineira até parece que me quer contradizer...
Aqui começa a Rua Direita (Barão de Viamonte)...então, mas aquele "Centro Cívico" não vai ficar com uma arquitetura assim a modos que um pouco fora do contexto da urbe histórica de Leiria?
O banco do Largo da Sé... parece que na noite anterior andaram por ali uns vândalos a partirem placas de sinalização. Não sei se sabem que isto é um crime grave.
Aqui já é a Rua da Vitória
O Tomé a cortar o último cabelo do dia, fiquei eu a pensar...
BP - Banco de Portugal Leiria (desativado)
Na fachada do BP - quem, o Banco?!...
Gosto do número 7. Este é da Rua da Vitória
Vitória difícil, a da II Guerra Mundial
Aqui também é um nº 7
Na porta ao lado funciona um dos bares emblemáticos de Leiria: "Pharmácia Bar".
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CANÇÃO DE ALTA NOITE
Alta noite, luz quieta,
muros finos, praia rasa.
Andar, andar, que um poeta
Não necessita de casa.
Acaba-se a última porta.
O resto é o chão do abandono.
Um poeta, na noite morta,
Não necessita de sono.
Andar…Perder o seu passo
Na noite, também perdida.
Um poeta, à mercê do espaço,
Nem necessita de vida.
Andar… - enquanto consente
Deus que seja a noite andada.
Porque o poeta, indiferente,
Anda por andar – somente.
Não necessita de nada.
Cecília Meireles
(Porque amanhã (28) é Sábado, dia de Encontro de Poetas em Alcanena)
(Acabei por deixar aqui mais uma rosa, desta vez, branca como a neve, lindíssima, fotografada há dias no meu jardim. Já que estamos a falar de poesia, seja da Leiria à noite, seja das rosas do meu jardim.
Aproveito o ensejo para, com ela, homenagear também a grande poeta Cecília Meireles.)
@as-nunes
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